26 de Maio de 2010

Rossoni afirma que aliança com PP é estratégica

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

ELISABETE CASTRO
O presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, disse que a aliança com o PP, anunciada anteontem, faz parte de uma estratégia eleitoral definida pela direção nacional.

“Em política, tem estratégia e orientação superiores”, afirmou Rossoni, ao responder as críticas feitas por um segmento do partido, que contestou a decisão de ceder uma das vagas ao Senado para o PP e a garantia de coligação na disputa proporcional com o novo aliado.

Para afastar a expectativa de que a direção nacional possa interferir para desfazer o acordo, Rossoni afirmou que a decisão de fechar o acordo com o PP veio depois da reunião que ele e o pré-candidato ao governo, Beto Richa, tiveram na sexta-feira passada em São Paulo com o pré-candidato à presidência da República, José Serra.

A possibilidade de recorrer à direção nacional para discutir o acordo com o PP foi levantada pelos deputados federais Gustavo Fruet e Luiz Carlos Hauly. Gustavo Fruet pretendia concorrer a uma das vagas ao Senado.

O projeto do parlamentar tucano foi abalado pela decisão do PSDB de apoiar o deputado federal Ricardo Barros ao Senado e oferecer a outra vaga ao senador Osmar Dias, que ainda não respondeu à proposta tucana.

“Nós jamais tomaríamos uma atitude que fosse para prejudicar o partido. Houve a necessidade de compor”, afirmou Rossoni. Ele não quis comentar a crítica feita pelos insatisfeitos com o acordo com o PP que apontaram a instabilidade das posições do partido, que pertence à base do governo Lula (PT). “Vamos seguir o exemplo do Lula. Ele foi eleito para mudar e aliou-se com o Renan Calheiros, o Fernando Collor e o José Sarney. E é líder em popularidade. Então, o importante é saber governar. E além do mais, apoio ninguém dispensa”, argumentou.

Tem lógica

O presidente estadual do PP, deputado federal Ricardo Barros, disse que compreende a posição de Gustavo Fruet e dos demais deputados que votaram contra a coligação com seu partido. “O raciocínio não está errado. A coligação proporcional tira vagas do PSDB”, afirmou Barros.

Quanto ao Senado, Barros comentou que os tucanos tiveram que fazer sacrifícios para ampliar os apoios e fortalecer a candidatura ao governo do Estado. “O PT do Paraná está isolado porque não fez concessões”, atacou.

Mas quanto às mudanças de posições do PP, Barros reagiu. Disse que, da mesma forma que foi vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, também foi líder do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (FHC). “Nós apoiamos FHC duas vezes, o Serra uma vez e o Alckmin também. Nunca fizemos campanha para o PT na disputa presidencial”, afirmou.

11 de Maio de 2010

Osmar diz que sem apoio não disputará eleição

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Roger Pereira
senador Osmar Dias, pré-candidato do PDT ao governo do Estado disse, ontem que não tem condições de disputar a eleição se não conseguir formar uma aliança forte.

A maior dificuldade, segundo o senador, é com relação à estrutura partidária e ao tempo de televisão. Sozinho, o PDT teria apenas 5,2% dos 20 minutos da TV que são distribuídos de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara, cerca de um minuto.

Apesar de Osmar dizer que as declarações de ontem, em entrevista à rádio CBN de Cascavel, não têm nenhuma diferença em relação ao que ele vem falado durante esta fase de pré-campanha, o fato de o senador ter admitido que está com dificuldade de conquistar novos partidos para seu palanque animou quem aposta em uma eventual desistência do pré-candidato.

“Qualquer cidadão que entenda minimamente de política sabe que ninguém pode ser candidato com só esse tempo de TV. Estou buscando outros partidos, mas sei das dificuldades de se construir uma aliança”, disse.

Segundo colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, com cerca de 30% da preferência do eleitorado, Osmar disse que está bastante realista diante do quadro “queria anunciar no dia do meu aniversário (ontem) um presente, que era a formação de uma aliança, mas não foi possível. Só tenho o nosso bom projeto para oferecer aos partidos, e os números das pesquisas não são suficientes, tem que ter estrutura”, disse.

Osmar culpou o longo impasse com o PT por parte de seu insucesso na formação da aliança. “As dificuldades começaram porque o presidente Lula nos garantiu o apoio de toda a base, mas nada foi feito neste sentido. Depois, o PT do Paraná, através do presidente Ênio Verri, disse estar encerrada as conversas com o PDT, então, agora, estou livre desta conversa, e buscando outros partidos”, disse.

Mas para quem acreditava que a declaração era um sinal de que Osmar pode voltar a conversar com Beto Richa (PSDB) e, até, apoiar o tucano, ele deixou o recado: “Não é uma frase pinçada em uma entrevista de mais de uma hora que vai mudar o rumo do meu trabalho”, declarou.

O presidente estadual do PT, deputado Ênio Verri, disse não acreditar numa possível desistência de Osmar. “Ele sempre disse que seria candidato em qualquer circunstância. O PT era apenas mais um partido que o apoiaria. Tem vários outros partidos que vão querer apoiá-lo. Ele é um bom candidato, não vai desistir”, disse o deputado para depois comentar que uma eventual desistência seria um grande prejuízo ao Paraná. “Ele seria um grande candidato, e acredito que mais ainda, seria um ótimo governador, caso fosse eleito”.

Verri disse que não aceita ser responsabilizado pelo fim das conversas, ao menos em nível estadual, entre PT e PDT, “pois foi ele que não quis mais da sequência ao que tinha acordado com o presidente Lula. Dizer que eu fui o responsável, é me transformar em bode expiatório”, mas disse que as direções nacionais dos dois partidos ainda podem chegar ao acordo e o PT vir a apoiar a candidatura de Osmar.

“As alianças entre PT e PDT, há muito tempo, estão por conta das direções nacionais dos dois partidos. O PT ainda pode vir a apoiá-lo, mas será uma decisão nacional, não caberá mais ao PT Estadual discutir isso”, declarou, informando que, se o PT não apoiar Osmar Dias, discutirá em convenção a candidatura própria ou o apoio ao PMDB de Orlando Pessuti.

29 de Abril de 2010

Lula será o ‘protagonista’ da eleição, diz especialista

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AGÊNCIA ESTADO
Imaginar que a próxima eleição presidencial será apenas uma disputa entre a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador paulista José Serra (PSDB) é um erro. “O protagonista desta eleição será o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele será a figura central”, afirmou hoje o cientista político e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Carlos Melo, durante o 12º Seminário Perspectivas da Economia Brasileira, realizado hoje em São Paulo pela Tendências Consultoria.

“Dilma não tem Lula atrás de si, mas à sua frente”, afirmou. Para Melo, o presidente pode se licenciar do cargo para acompanhar sua candidata durante a campanha, se achar necessário. “Essa possibilidade não pode ser descartada”, disse Melo, que vê uma eleição de fato plebiscitária pela frente, como quer Lula.

Na avaliação do cientista político, ainda que menos experiente que seu oponente, a candidata do governo conta com condições competitivas muito favoráveis diante do bom momento da economia e da alta popularidade do presidente.

Ele ainda identifica outro fator a favorecer a ex-ministra. “O segundo mandato de Lula foi caracterizado pela formação de um grande bloco de poder que envolve conglomerados de empresas com interface política, fundos de pensão, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sindicatos”, que exercerão sua influência. “Pela primeira vez, teremos as duas maiores centrais sindicais do País apoiando o mesmo candidato.”

O ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Mailson da Nóbrega também vê condições mais favoráveis a Dilma, mas questiona a capacidade de transferência de votos para a candidata. “Talvez Dilma não consiga incorporar essas vantagens. Na outra ponta, ele vê eventuais pontos positivos para o candidato da oposição, como a formação de uma chapa puro sangue com o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) e mesmo uma mudança de comportamento do candidato Serra. “Ele parou de falar de câmbio e de criticar o Banco Central”, observou.

Ambos consideraram cedo para dizer quem é o favorito e disseram que qualquer que seja o eleito, a política econômica não vai sofrer alterações. “O mercado não tem incorporado as eleições na precificação do risco Brasil”, afirmou Mailson.

18 de Abril de 2010

PPS aprova lançar seu candidato ao governo

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Roder Pereira / Paraná on line

O PPS do Paraná aprovou, ontem, em seu encontro estadual, indicativo de candidatura própria ao governo do Estado nas eleições de outubro. O nome do presidente estadual da legenda, Rubens Bueno, foi apontado como o do provável candidato. Um dos principais articuladores da tentativa de manutenção da aliança entre PSDB, PDT, DEM e PPS, Bueno disse que o indicativo é uma resposta ao rompimento da aliança, com as pré-candidaturas de Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). “Depois de mais de três anos defendendo a aliança, chegamos a um momento em que sentimos não ser mais possível. Então, como nosso compromisso era de estarmos todos juntos, estamos respondendo que não vamos nem com um nem com outro, vamos com o candidato do PPS”, disse Rubens Bueno, comentado que, a partir de agora deixa o trabalho de mediador para o de pré-candidato, correndo o Estado.

A aprovação do indicativo foi precedida de muita discussão, principalmente com os correligionários que apoiavam a aliança com o pré-candidato tucano, Beto Richa, como o prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha, o Gabão, e o deputado federal Cesar Silvestri. Gabão pediu coerência ao partido, que, segundo ele deveria manter o apoio a Beto Richa por, no momento, já estar apoiando o ex-prefeito de Curitiba ao fazer parte da administração municipal. “Participamos do governo Beto Richa, da eleição de 2008 até 2012, não tem nenhuma relação com 2010. Mesmo porque o PDT também faz parte dessa aliança. Na sua tese, quem quebrou a aliança foi o prefeito, quando deixou o cargo”, disse Bueno em resposta a Gabão. O presidente do PPS, no entanto, reafirmou que não existia nenhum compromisso de Beto Richa apoiar Osmar Dias e que vê total legitimidade na pré-candidatura do tucano, mas que estava definido um único candidato do grupo.

O maior defensor da aliança com Beto, e que saiu contrariado do encontro foi Silvestri, que queria mais tempo para o partido conversar com o tucano antes de tomar posição. “Temos que estar juntos, pelo projeto nacional. PSDB, PPS e DEM têm esse papel importante e a aliança no Paraná só reforçaria esse compromisso”, disse o deputado que teme que, agora, o PPS deixe de ser o elo da coligação para ser adversário de seus aliados históricos. Silvestri chegou a apostar numa desistência de Osmar Dias e a retomada da aliança, “pelo menos foi o que senti de uma conversa com deputados federais do PR e do PSC, partidos que já declararam apoio a Osmar e que, agora, estão preocupados com a indecisão do senador”. Bueno minimizou essa possibilidade. “O senador Sérgio Guerra (presidente nacional do PSDB) saiu de uma reunião com o Osmar na quarta-feira dizendo que não haverá aliança”. O presidente do PPS afirmou, no entanto, que se houver uma alteração no quadro e a aliança voltar a ser possível, o PPS volta atrás na candidatura própria. “Se Beto e Osmar chegarem a um entendimento e um único candidato, que nos procurem”, concluiu.

15 de Abril de 2010

Web oferece arsenal para eleitor fiscalizar político

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

AGÊNCIA ESTADO
Nas próximas eleições, mais do que em qualquer outra da história do País, o eleitor terá à disposição um grande número de ferramentas eletrônicas para conhecer melhor e fiscalizar os políticos que disputarão cargos públicos, podendo punir nas urnas os candidatos desonestos. Com o avanço da organização da sociedade civil e as exigências de mais transparência nas relações do Estado com a sociedade, aliados à comodidade da internet, o pleito de outubro deverá ser marcado por uma incomum possibilidade de conhecer o patrimônio, o que pensam e como votam os candidatos.

“A preocupação com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos têm evoluído de forma significativa. Muitas formas de informação entre sites, blogs e listas públicas surgiram nos últimos anos, mas temos a consciência de que não é a maioria da população que tem acesso a isso, embora este grupo tenha papel decisivo na eleição”, ponderou o economista Gil Castelo Branco, coordenador do site Contas Abertas (www.contasabertas.uol.com.br), que esmiúça e explica o orçamento público federal, permitindo avaliar sua aplicação.

Claudio Weber Abramo, presidente da Transparência Brasil (www.transparencia.org.br), concorda com Castelo Branco. “O eleitor votará melhor quanto mais tiver informação sobre os candidatos. Os sites de fiscalização jogam luz sobre os políticos e ajudam a formar a opinião dos cidadãos que participarão da eleição.”

14 de Abril de 2010

Será que o projeto “Ficha Limpa ” não interessa aos partidos políticos ?

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Como brasileira, contribuinte, eleitora, tenho profundo interesse pelos rumos da política brasileira, na qualidade dos políticos que nos representam e repúdia a corrupção instalada em várias esferas do poder público. Verdadeiros vampiros que sangram os cofres públicos com desvios de verbas, favoritismo, acobertamentos que ferem a ética, a honestidade de um povo trabalhador e acredito que o projeto Ficha Limpa é capaz de dar maior transparência e qualidade numa nova politica.
Elizabeth Costa

PPS aprova seu próprio projeto “Ficha Limpa” - 9/4/2010 18:26

Ao perceber que o Congresso Nacional poderá não aprovar o projeto da “Ficha Limpa” ainda neste ano, a Executiva Nacional do PPS decidiu aprovar internamente a proposta. O partido não vai permitir em 2010 a candidatura de filiados a cargos públicos eletivos que tenham contra si condenação na segunda instância de qualquer órgão colegiado do Poder Judiciário. “Já que não passa no Congresso, é a nossa maneira de aprovar a Ficha Limpa. O partido decidiu internamente. Nossos eleitores poderão ficar seguros. Não teremos candidatos com a ficha suja”, afirmou o secretário do diretório do PPS no Paraná, Rubico Camargo.

< br>Antes de o partido impor restrições às candidaturas de quem cometeu crimes contra o patrimônio público ou privado, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, afirmou “Vamos fazer o nossa Ficha Limpa”. Segundo ele, “é a forma de o PPS tomar uma decisão que a sociedade quer ver adotada na política, já que a base governista na Câmara não deixou que a matéria fosse votada”.

A proposta foi debatida durante meses e não foi apreciada em plenário nesta semana. Líderes do PT, PMDB, PP, PTB, PR, PSB, PCdoB, PDT e PMN se negaram a assinar o requerimento de urgência para a matéria ser votada

11 de Abril de 2010

Ficha Limpa - A proposta que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça.

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AGÊNCIA ESTADO

Diante do adiamento da votação em plenário do projeto conhecido como “ficha limpa”, as entidades que defendem sua aprovação começam a se mobilizar para exercer pressão sobre os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Ao mesmo tempo, se preparam para negociar com o Senado para evitar novas emendas após a aprovação pela Câmara.

Partidos da base aliada do Planalto mandaram para a “geladeira”, ontem, o projeto de lei que impede a candidatura de políticos com “ficha suja”. A votação foi adiada para a primeira semana de maio. A negativa dos líderes em pedir urgência para o projeto obrigou que sua análise seja feita pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com o atraso, é praticamente impossível que o impedimento para os políticos condenados por órgão colegiado se candidatar tenha validade para as eleições de outubro.

O coordenador político do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Francisco Whitaker, não vê como derrota a não-aprovação, ontem, do pedido de urgência urgentíssima para o PLP 518/09, que institui a obrigação de ficha limpa para políticos.

“Na verdade, mandar o projeto para a CCJ foi um meio-termo. Se fosse aprovada a urgência urgentíssima seria um resultado fantástico, muito além do que esperávamos”, disse Whitaker. Segundo ele, o adiamento permitirá que o MCCE tenha mais tempo para convencer os parlamentares a aprovarem o projeto.

O governo está com medo de que as manobras dos parlamentares da base aliada, principalmente do PT e do PMDB, contra o projeto de lei da ficha limpa - a proposta que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça - acabem prejudicando a campanha da pré-candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff.

O projeto enfrenta a resistência de parlamentares de todos os partidos, mas até agora apenas aliados se posicionaram explicitamente contra a aprovação da proposta.

A preocupação do Palácio do Planalto cresceu depois que, ao longo da última semana, o PSDB, o DEM e o PPS decidiram transformar o projeto em um embate entre governo e oposição. Na avaliação de governistas, uma votação significativa da bancada PT contra a proposta seria um “desastre” para a campanha de Dilma Rousseff, especialmente depois que o pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra, afirmou que seus “adversários flertam com a falta de ética”.

Por conta desse diagnóstico, a ordem agora é tentar convencer os deputados da base de apoio contrários à proposta a não ir para a linha de frente na defesa do engavetamento do “ficha limpa”. Com isso, esperam evitar a exposição desnecessária de parlamentares governistas, que não querem ver o projeto aprovado, e negociar uma saída legislativa que não prejudique Dilma

9 de Abril de 2010

O PSDB deve lançar o ex-governador de São Paulo, José Serra, oficialmente como candidato à presidência amanhã.

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Yahoo Noticias

Brasília, 9 abr (EFE).- O PSDB deve lançar o ex-governador de São Paulo, José Serra, oficialmente como candidato à presidência amanhã.

Há cinco décadas na política, o economista de 68 anos participou da fundação do PSDB em 1988 e será proclamado candidato presidencial pela sigla.

Serra concorreu à Presidência nas eleições de 2002, quando foi derrotado pelo carisma do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que chegou ao poder em sua quarta candidatura.

Ele lidera todas as pesquisas de opinião de abril com uma vantagem entre 5 e 9 pontos percentuais em relação a governista, Dilma Rousseff (PT), que acaba de renunciar a Casa Civil para ser candidata.

Dilma, 62 anos, que como Serra também é economista, foi lançada pelo próprio Lula como candidata, apesar de jamais ter concorrido a uma eleição.

Na década de 1970 a candidata do PT participou das guerrilhas que combateram a ditadura, que Serra enfrentou a frente da União Nacional de Estudantes, entidade que presidia em 1964 quando ocorreu o golpe militar.

Nessa época, a ex-ministra chegou a passar três anos na prisão, onde sofreu graves torturas. Serra não conheceu as prisões da ditadura, mas viveu como clandestino durante meses e passou 14 anos no exílio, oito deles no Chile.

Enquanto esteve no Chile, o ex-governador trabalhou na Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) e chegou a ser assessor do Governo do presidente Salvador Allende (1970-1973), cuja derrocada e morte o fez abandonar o país para continuar seu exílio nos Estados Unidos.

Ele retornou ao Brasil em 1977 e retomou sua atividade política, sempre junto a Fernando Henrique Cardoso, que ajudou a chegar à Presidência nas eleições de 1994, nas quais Serra foi eleito senador.

Durante o Governo de seu “companheiro”, como sempre chamou Cardoso, foi ministro do Planejamento e depois da Saúde, uma área na qual obteve os maiores reconhecimentos de sua vida política, especialmente por um bem-sucedido programa de combate a Aids.

Após a derrota nas eleições de 2002, Serra se refugiou em seu forte de São Paulo, onde foi eleito prefeito da cidade em 2004 e depois governador do Estado, em 2006.

No dia 31 de março, ao deixar o cargo de governador para ser candidato presidencial, adiantou que oferecerá “um Governo que sirva aos interesses públicos e não a máquina partidária”, como a oposição defende que Lula fez.

Segundo fontes do PPS, “o lançamento da candidatura de Serra será mais que um ato político, e mostrará a união da oposição e de diversos segmentos da sociedade em torno da construção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil”.

O ato será realizado em Brasília e são esperados cerca de 2,5 mil pessoas. Entre os oradores que devem discursar antes de Serra estão o senador Sergio Guerra, presidente do PSDB, o deputado Rodrigo Maia, quem preside o DEM, e o líder nacional do PPS, Roberto Freire.

Também está prevista a participação de Fernando Henrique, acusado pelo atual Governo de haver deixado ao país à beira da quebra mediante a vasta política de privatizações que levou a cabo entre 1995 e 2003. EFE

8 de Abril de 2010

Entidades dizem que vão manter pressão por ficha limpa

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

AGÊNCIA ESTADO

Diante do adiamento da votação em plenário do projeto conhecido como “ficha limpa”, as entidades que defendem sua aprovação começam a se mobilizar para exercer pressão sobre os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Ao mesmo tempo, se preparam para negociar com o Senado para evitar novas emendas após a aprovação pela Câmara.

Partidos da base aliada do Planalto mandaram para a “geladeira”, ontem, o projeto de lei que impede a candidatura de políticos com “ficha suja”. A votação foi adiada para a primeira semana de maio. A negativa dos líderes em pedir urgência para o projeto obrigou que sua análise seja feita pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com o atraso, é praticamente impossível que o impedimento para os políticos condenados por órgão colegiado se candidatar tenha validade para as eleições de outubro.

O coordenador político do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Francisco Whitaker, não vê como derrota a não-aprovação, ontem, do pedido de urgência urgentíssima para o PLP 518/09, que institui a obrigação de ficha limpa para políticos.

“Na verdade, mandar o projeto para a CCJ foi um meio-termo. Se fosse aprovada a urgência urgentíssima seria um resultado fantástico, muito além do que esperávamos”, disse Whitaker. Segundo ele, o adiamento permitirá que o MCCE tenha mais tempo para convencer os parlamentares a aprovarem o projeto.

3 de Abril de 2010

PPS admite apoiar candidatura de Osmar

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Roger Pereira

O presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, disse que é possível o partido apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado mesmo com o PT fazendo parte da chapa.

Bueno disse que, desde que não se exija de seu partido o apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, uma participação do PPS na aliança com o PDT poderá ser levada à análise da base do partido.

Osmar esteve com o presidente Lula na última quarta-feira para tratar da aliança com o PT no Estado e recebeu sinal verde do presidente para negociar a inclusão do PPS na aliança.

“Ainda não fomos procurados para tratar desse assunto. Se nos procurarem, desde que os termos dessa proposta de aliança respeitem os princípios do PPS, levaremos a proposta para discussão interna no partido. Não fechamos as portas a ninguém, vamos discutir”, disse Bueno, colocando como princípio do PPS o apoio a José Serra (PSDB) à presidência da República. “É o que foi definido em nosso Congresso Nacional. Somos oposição ao governo federal e vamos estar na aliança do candidato que represente essa oposição. Com a desistência do Aécio Neves, esse nome é o de José Serra. E disso o PPS não abre mão”, disse.

Assim, segundo Bueno, uma aliança com o PDT de Osmar ainda é possível no Paraná, desde que o PPS esteja livre para apoiar e colaborar na campanha de Serra.

“Qualquer conversa sobre as eleições, o PPS não discute questão nacional. Pode haver alguns ajustes estaduais, já tem outros estados que o PPS apoiará candidato de partidos da base do governo. Mas do palanque nacional, não abrimos mão”, disse. “O candidato pode até apoiar o candidato do Lula, mas nós apoiaremos o Serra”, acrescentou.

Bueno, ao lado do presidente estadual do DEM, deputado federal Abelardo Lupion, era o principal defensor da manutenção da aliança formada no segundo turno das eleições de 2006 em torno da candidatura de Osmar e reeditada na reeleição de Beto Richa (PSDB) para a prefeitura de Curitiba abrindo mão, inclusive, de sua própria candidatura, em 2008.

O presidente do PPS disse que honraria o compromisso de apoiar o candidato único do grupo, caso a aliança fosse mantida, mas, com o rompimento entre Osmar e Beto, o PPS, segundo ele, está livre para tomar a decisão que achar melhor: apoiar um dos dois ou, até, lançar candidato próprio.

Para ele, as três possibilidades seguem abertas, mesmo com o PDT coligando-se com o PT. “É possível, temos que discutir em que termos que é essa aliança e o PPS tem que levar para o bom debate partidário. Tem que estar muito claro que o PPS não abre mão da candidatura nacional”, concluiu.

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