25 de Janeiro de 2009

‘PSDB não pode deitar em berço esplêndido’, diz Aécio/Eleições 2010

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Do G1 Politica, em São Paulo

Para ele, pesquisas não podem ser tomadas como resultado das eleições.
Ele defendeu realização de prévias para construir projeto do partido

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, defendeu neste sábado (24) a realização de prévias em seu partido, o PSDB, para a escolha do nome que disputará a Presidência da República em 2010.
Ele e o governador de São Paulo, José Serra, são apontados como possíveis candidatos da legenda.
Aécio Neves argumentou que as prévias podem ajudar na construção do projeto do partido para que “as pessoas possam diferenciar os projetos do PSDB daquele que hoje está comandando o Brasil”.
“A prévia pode ser um instrumento de divulgação dos nomes do partido, de construção do projeto do partido. O PSDB não pode deitar em berço esplêndido e achar que porque seus candidatos aparecem à frente das pesquisas, já venceu as eleições”, afirmou.
Segundo ele, o partido está estudando se serão realizadas prévias e de que forma. Por exemplo, é preciso definir quem poderá votar e o prazo para a realização das prévias.
O governador de Minas Gerais reuniu-se neste sábado com os deputados tucanos Eduardo Gomes (TO), Carlos Sampaio (SP), Rodrigo de Castro (MG) e Rafael Guerra (MG).
Aécio anunciou que, no encontro, Gomes abriu mão de sua candidatura à primeira secretaria da Câmara dos Deputados para dar lugar ao deputado mineiro Rafael Guerra.
Segundo o governador, o objetivo foi “iniciar um processo de reunificação”. “Nós tínhamos até o início desta semana, três postulantes à primeira secretaria. O deputado Roberto Rocha esteve aqui no início da semana abrindo mão da sua candidatura. E o deputado Eduardo Gomes, com uma candidatura extremamente consolidada, vem a Minas Gerais para fazer um gesto de extrema grandeza política.”

25 de Janeiro de 2009

Revelações do ex-guerrilheiro cubano Daniel Ramírez nos transporta no tempo

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Jornal Italiano Corriere della Sera publica:

Roma, 25 jan (EFE).- O ex-guerrilheiro cubano Daniel Alarcón Ramírez, conhecido como “Benigno”, acusou o ex-presidente de Cuba Fidel Castro de “trair” Ernesto Che Guevara a mando de Moscou, que considerava o guerrilheiro “muito perigoso para suas estratégias imperialistas”.

PUBLICIDADE

Em declarações publicadas hoje pelo jornal italiano “Corriere della Sera”, Alarcón Ramírez afirma que a morte de Che foi fruto de “uma conspiração”, da qual são “responsáveis Fidel Castro e a União Soviética”.

“Benigno” é um dos três guerrilheiros que, depois da morte de Che Guevara, em 8 de outubro de 1967, na Bolívia, conseguiu escapar das tropas desse país e chegar ao Chile.

“Os soviéticos consideravam Che Guevara uma personalidade perigosa para suas estratégias imperialistas, e Fidel se dobrou por razões de Estado, visto que a sobrevivência de Cuba dependia das ajudas de Moscou. E eliminou um companheiro de luta incômodo. Che era o líder mais amado do povo”, afirma o ex-guerrilheiro na entrevista.

Alarcón Ramírez conta que ele e seu grupo queriam exportar a revolução, mas que foram abandonados na selva boliviana.

“Che foi ao encontro da morte sabendo que tinha sido traído”, diz “Benigno”, que aos 17 anos entrou no grupo do comandante Camilo Cienfuegos depois que os soldados do ditador Fulgencio Batista incendiaram sua propriedade em Sierra Maestra e mataram sua mulher, Noemi, de 15 anos, grávida de oito meses.

Sobre Che Guevara, o ex-guerrilheiro lembra que ele o “ensinou tudo” sobre o socialismo.

“Não era fácil conseguir sua confiança, mas era um homem honrado e bom. Era o único entre os líderes que pagava de seu bolso o carro de serviço”, recorda “Benigno”, que vive em Paris.

Com quase 70 anos, ele diz que Cienfuegos e Che “ofuscavam Fidel” e que havia diferenças no grupo dirigente.

“Cienfuegos morreu em um misterioso acidente e eu estava com Che no Congo quando Fidel fez pública uma carta na qual Ernesto renunciava a qualquer posto e à nacionalidade cubana. Che começou a bater no rádio enquanto gritava: ‘Olha até onde leva o culto à personalidade’”, relata.

Quando os dois voltaram para Havana, Fidel sugeriu que fossem combater na Bolívia, após garantir a eles o apoio dos comunistas, a cobertura de agentes secretos e a formação de novas colunas.

Porém, “descobrimos que o Partido Comunista boliviano não nos apoiava talvez por ordem de Moscou”, conta “Benigno” ao “Corriere della Sera”.

Che Guevara foi detido e assassinado um dia depois, enquanto “Benigno” e os companheiros “Urbano” e “Pombo” se salvaram “com a ajuda de Salvador Allende, presidente do Senado chileno, e chegaram até o Chile”.

A partir de então, Benigno começou a se desiludir, sobretudo depois que viu “Urbano” ser detido e “Pombo”, nomeado general.

“Comecei uma vida dupla” que durou, assegura, até sua fuga para a França, em 1996. EFE