20 de Fevereiro de 2009

Alckmin diz julgar ‘natural’ convite de Aécio a Serra

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e ex-governador, Geraldo Alckmin, considerou “natural” a sugestão do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, feita na quarta-feira, para que o mineiro o governador paulista, José Serra, caminhem juntos pelo Brasil para mostrar a unidade do PSDB em torno da decisão de um nome para as eleições presidenciais em 2010. “Poucos partidos no Brasil podem se honrar de ter nomes da estatura do governador José Serra e do governador Aécio Neves”, disse Alckmin. “A questão eleitoral deve ficar para o segundo semestre, acho cedo ainda”, afirmou.

O ex-governador acompanhou hoje Serra em visita a Monte Mor, no interior paulista, para inaugurar uma escola estadual e uma Escola Técnica Estadual (Etec). Assim como fez ontem em Hortolândia, na mesma região, o governador esquivou-se de comentar sobre a eleição presidencial. “Não vou falar da política, porque me tira o lide (o assunto principal) daqui e, em vez de falar da Etec, vamos falar do tititi da política”, disse Serra.

19 de Fevereiro de 2009

Tudo pelos companheiros

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Enviado por Ricardo Noblat - 19.2.2009| 14h32m

Que diferença há entre Lula quando defende os mensaleiros e os governadores José Serra e Aécio Neves quando defendem Cássio Cunha Lima, ex-governador da Paraíba?

Há uma diferença crucial - e a favor de Lula.

Os mensaleiros denunciados como membros de uma “sofisticada organização criminosa” ainda não foram julgados. Se tudo correr bem, serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal até 2011.

Cássio Cunha Lima foi julgado e condenado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico nas eleições de 2006 e conduta vedada pela lei. Seu mandato foi cassado.

Em outro processo, já foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral.

A Paraíba tem desde ontem um novo governador - José Maranhão (PMDB), que por sinal responde a oito processos.

O que disseram Aécio e Serra depois que o TSE cassou o mandato de Cunha Lima?

Aécio: “Não conheço obviamente a profundidade das acusações que levaram à perda do seu mandato, mas eu conheço o trabalho e a correção do governador Cássio. (…) É um extraordinário valor da política
brasileira. Se alguns equívocos ocorreram, a meu ver não podem manchar a sua trajetória de homem público sério e respeitado.”

Serra foi mais econômico nas palavras: “[…] do ponto de vista legal, pelas informações que tenho, não se sustenta [a cassação]”. E completou: “Causa estranheza a celeridade do processo”.

Se não conhece “em profundidade” as acusações que pesavam contra Cunha Lima, Aécio deveria ter ficado de bico calado - e não qualificá-las de “equívocos”.

Quer dizer: por meros “equívocos” os ministros do TSE cassaram um governador “sério e respeitado”?

Para Serra, a se levar em conta as informações que tem, o TSE errou ao cassar Cunha Lima. Mais ainda de forma tão acelerada.

Em que se baseia Serra para dizer que o processo contra Cunha Lima correu rapidinho? Não se acusa a Justiça de ser cega e lerda? Quando não é merece ser criticada?

O processo chegou ao fim no TSE depois de dois anos e pouco. As evidências de crime eram muitas e pesadas. O mandato do ex-governador era de quatro anos. Serra queria o quê? Que o tribunal só julgasse Cunha Lima quase ao fim do mandato dele?

De Aécio e de Serra não se ouviu uma palavra de censura ao senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o pai do mensalinho mineiro que inspirou o mensalão do PT.

Crua realidade: uma vez no poder, nada mais parecido com um conservador do que um liberal - e vice-versa.

19 de Fevereiro de 2009

A falsa polêmica da maconha

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Enviado por Demóstenes Torres - 19.2.2009| 11h10m
A falsa polêmica da maconha

Reunida na semana passada no Rio de Janeiro, certa Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, integrada por três ex-presidentes da República do Brasil, do México e da Colômbia, decidiu recomendar a descriminalização do uso da maconha. No caso brasileiro, a sugestão não tem efeito prático já que desde a promulgação da Lei 11.343 de 2006, o porte para uso não só de maconha, mas todo tipo de droga ilegal está tacitamente liberado.

No texto da legislação revolucionária elaborada pelo Ministério da Justiça, criou-se a figura esdrúxula da despenalização do consumo. Explico: a conduta é tipificada como crime, mas não há sanção penal de restrição da liberdade. A intenção do governo era adotar uma medida do tipo “liberou geral”, no entanto para escamotear a providência desastrosa preferiu-se uma saída à brasileira. Vale ressaltar que embora seja obra do lulismo, a liberação do uso das drogas no Brasil não ocorreu antes por falta de absoluta coragem política do tucanato, que sempre cultivou a iniciativa com certo idealismo.

Por um lado mantiveram a classificação do uso como crime para não escandalizar os setores mais conservadores como a Igreja. Com a outra mão extinguiram a pena de prisão para agradar ao pessoal do fumacê. Além de liberar o uso de qualquer tipo de substância entorpecente, a mesma lei que tem o título pomposo de instituir o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, deu um passo à frente e autorizou o ciclo completo da agricultura de tais produtos para autoconsumo.

Observem que o zeloso legislador teve o cuidado de prescrever para a conduta de semear, cultivar e colher plantas destinadas à produção de drogas as mesmas medidas impostas ao usuário. Medidas? Que Medidas? Pilhado em flagrante fumando maconha ou cultivando lavoura individual de Cannabis sativa, por exemplo, o indivíduo sofrerá a rigorosa sanção de ser advertido sobre os efeitos da droga; prestar serviço à comunidade ou se submeter a programa educativo. E se ele não se submeter a tais “medidas educativas?”. Aí sim, receberá uma severa admoestação verbal ou multa. E se não cumprir nada? Nada acontecerá. É brincadeira!

O Brasil acredita que elaborou uma legislação vanguardista sobre drogas quando determinou tremendo retrocesso às políticas destinadas ao setor. O consumidor é parte integrante do ciclo da produção e da comercialização de substâncias entorpecentes ilegais e jamais poderia ser acolhido com a impunidade. Liberar o consumo equivale a estimular o aumento do número de usuários, o que está na contramão de todas as políticas sérias desenvolvidas no mundo.

É bastante citado como avanço o caso da Holanda, que liberou a produção e o consumo de maconha com intenção de diminuir os efeitos do tráfico, quando a política hoje se mostra desastrosa e mobiliza as autoridades do país no sentido de removê-las. A Inglaterra recuou daquela tendência e voltou a classificar o uso da maconha como crime e os EUA estão corretíssimos ao penalizar o usuário, já que são os maiores consumidores individuais do planeta.

Essa história de descriminalizar o uso de drogas sob a nomenclatura de política de redução dos danos é uma grande empulhação. Não há nada de preventivo nisso. Ao contrário, trata-se de um fator estimulante do consumo, que alimenta o tráfico, que por sua vez se fortalece na escala delituosa com o contrabando de armas, se conecta a outras formas de crime organizado por meio da lavagem de dinheiro e finalmente irriga as campanhas eleitorais de muitos bandidos que atuam na política brasileira. Não há polêmica no ar, a não ser o retorno à criminalização do uso das drogas.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)

17 de Fevereiro de 2009

Chamado de corrupto, PMDB finge que não é com ele

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Escrito por Josias de Souza

Uma das características mais curiosas da corrupção se observa nos partidos políticos. O corrupto está sempre nas outras legendas.
No último final de semana, numa entrevista ao estilo arrasa-quarteirão, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) subverteu a praxe.
Olhou de relance para o quintal dos vizinhos: “A corrupção está impregnada em todos os partidos”.
Mas lançou um olhar especialmente severo para o gramado ao se redor: “Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção”.
Citou Renan Calheiros: “Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido”.
Mencionou José Sarney: “A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador […]. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão”.
Pois bem, chamado para a briga por um dos seus, o PMDB decidiu fingir que não é com ele. Em nota, a Executiva da legenda disse que “não dará maior atenção” ao tema.
Em entrevista, Michel Temer (SP), presidente do partido, disse que são demasiado “genéricas” as acusações do colega Jarbas.
Como dirigente da legenda, Temer não cogita pedir a expulsão de Jarbas. Havendo uma representação formal de outro filiado, dará curso a ela.
De resto, não se ouviu durante o dia uma mísera palavra de Renan. Nada de Sarney. Silêncio de velório.
Aqui e ali, ecoaram manifestações de desconforto e de perplexidade. Ponto. Só não ficou nisso porque Jarbas decidiu manter os lábios grudados no trombone.
“Eu não retiro nada do que eu disse, quem quiser me processar, procure o conselho de ética do partido”, repisou o senador, um sobrevivente do velho MDB.
Os repórteres cobraram nomes. E Jarbas: “Como posso citar nomes? É um número muito volumoso, eu não vim ficar como auditor do PMDB no Congresso…”
“…Eu não disse que todo o PMDB era corrupto, mas grande parte. É nos escalões superiores que a corrupção vive”.
A reação do PMDB aos ataques de Jarbas é tão amena que extinguiu-se em relação ao partido até o benefício da dúvida.
O absurdo e a perversão adquiriram no PMDB uma doce, persuasiva e admirável naturalidade.

Apenas um “desabafo” ?

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Silêncio e a divulgação de uma nota que trata como mero “desabafo” as acusações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Essa foi a receita da cúpula do PMDB, acusada de corrupta e fisiológica pelo parlamentar pernambucano, para abafar a crise dentro do partido. Principais alvos de Jarbas, o presidente do Senado, José Sarney (AP), e o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AP), avisaram ontem logo cedo que não comentariam o assunto.
A primeira reação do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligados a Temer, foi sugerir que o senador deixasse o PMDB. Ontem, porém, eles entraram na operação para sufocar a discussão. A expectativa era de que o caso esfriaria nesta semana, anterior ao carnaval. Não é de hoje que Jarbas tem assumido uma posição dissidente no partido. Desde que chegou ao Senado, em 2007, tem ocupado a tribuna para criticar o governo e o comportamento fisiológico do PMDB. A relação de Jarbas com a cúpula do partido, no entanto, se desgastou mais fortemente com a eleição de Sarney para o comando do Senado e de Renan para a liderança do partido.
Um dos poucos peemedebistas que resolveram falar sobre o tema ontem foi o senador e também dissidente Pedro Simon (RS). “O comando do PMDB não tem grandeza, só pensa no seu próprio interesse. Só pensa em carguinhos, em ministério”, afirmou o parlamentar, acrescentando que uma sigla que muda de lado, apenas de olho no poder, não é um partido. Na avaliação do senador gaúcho, o comando do PMDB não vai comprar briga com Jarbas. “Para expulsar Jarbas, teriam de chamar a comissão de ética, o que destruiria o PMDB.”

12 de Fevereiro de 2009

40 mil desempregados de SP terão auxílio de R$ 210

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Serra nega viés político no anúncio do ‘PAC paulista’

Agência Estado

Na apresentação do pacote de medidas para estimular a economia paulista, realizado hoje no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), procurou desvincular a iniciativa da corrida sucessória à presidência da República em 2010. “Não politizamos medidas, elas não têm conotação política, mas social. O emprego é a variável chave para uma família”, disse o governador, no discurso do anúncio do chamado “PAC paulista”.

Além de negar que as medidas tenham viés político, o governador afirmou que está cumprindo a sua parte no comando do Estado. “Não para aparecer, mas porque é nossa obrigação.” Indiretamente, ele respondeu às críticas que estão sendo feitas por setores do PT de que sua administração não havia adotado nenhuma medida de combate à crise financeira global. “Começamos a fazer há muito tempo, fazendo um orçamento austero”. “É um orçamento de austeridade, mas de desenvolvimento ao mesmo tempo, porque grande parte dele é dedicada a investimentos na administração direta, autarquias e empresas. Um orçamento austero e desenvolvimentista ao mesmo tempo.”

No anúncio do “PAC paulista”, denominação refutada por Serra, o governador disse também que é preciso frear a crise para que ela não tome conta do Brasil, “porque aí não vai haver discurso capaz de freá-la.” “Não precisamos de discurso, mas de medidas. Isso não e monopólio de São Paulo, outros Estados também estão fazendo.” O tucano reconheceu ainda que algumas medidas de combate à crise financeira global não estão na alçada dos Estados, mas dependem de ações do governo federal. “Em São Paulo nós temos um governo estadual, ele não tem política monetária, nem política cambial e nem mega instituições de crédito.”

Agência Estado

O governo do Estado de São Paulo vai oferecer alimentação e transporte gratuitos a 20 mil trabalhadores do Programa Estadual de Qualificação que estiverem recebendo o seguro-desemprego. A medida faz parte do pacote de estímulo à atividade econômica no Estado, anunciado hoje e chamado nos bastidores de “PAC paulista”. A previsão do programa de qualificação é atender 60 mil pessoas este ano. Quarenta mil vagas serão destinadas a desempregados sem direito a seguro-desemprego, que vão receber uma bolsa-auxílio de R$ 210 por três meses, além de transporte e alimentação gratuitos.

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A partir de 1.º de julho, o governo inicia o programa Microempreendedor Individual, com o objetivo de formalizar neste ano 300 mil autônomos e camelôs com renda anual de até R$ 36 mil, ou R$ 3 mil mensais. O Carnê da Cidadania, com valor entre R$ 46,55 e R$ 50,65, será o pagamento correspondente a todos os tributos devidos, inclusive Previdência Social.

O governo de São Paulo também vai abrir uma linha de crédito pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcet) destinado a fomentar micro e pequenas empresas inovadoras, com prioridade às localizadas em parques tecnológicos. Os empréstimos poderão chegar a R$ 200 mil, terão prazo de três anos de carência, 60 meses para pagamento e juros de 6% ao ano.

O Banco do Povo Paulista terá seus recursos ampliados em 56%, para R$ 120 milhões, e os empréstimos terão juros de no máximo 1% ao mês, sem correção monetária. Pessoas físicas poderão obter empréstimos de até R$ 5 mil; pessoas jurídicas, de até R$ 7,5 mil; e cooperativas, até R$ 25 mil.

10 de Fevereiro de 2009

Lula assina medidas de interesse dos prefeitos

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Brasil

Brasília - Na abertura do Encontro Nacional de Prefeitos hoje, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou cinco atos voltados para a administração municipal. O principal deles, foi uma medida provisória que permite o parcelamento em 240 vezes, ou seja, o pagamento em 20 anos, das dívidas dos municípios com INSS. Ela também prevê a redução dos juros de mora da dívida em 50%.

Outra medida assinada pelo presidente da República, refere-se à regularização fundiária de áreas urbanas da Amazônia Legal. O objetivo é simplificar os procedimentos para a concessão de terra para construção de obras de interesse público.

Lula também assinou um decreto que transfere os bens da extinta Rede Ferroviária Federal para a Secretaria de Patrimônio da União e agiliza os processos de regularização da ocupação pelos municípios.

Outra medida muito aplaudida pelos prefeitos, foi a ampliação do programa Caminho da Escola. Ela permitirá aos municípios utilizarem uma linha de financiamento do BNDES para a melhoria do transporte escolar.

Lula assinou um decreto que prorroga o Imposto Territorial Rural (ITR) por prazo indeterminado e possibilita aos municípios optarem por um convênio com a Receita Federal, permitindo que 100% da arrecadação do ITR fique no próprio município. Antes a arrecadação ficava com a União.

O presidente também assinou mensagem ao Congresso Nacional de projeto de lei ordinária disciplinando a transição de governo. Pelo projeto, o governante municipal fica obrigado a publicar relatórios de sua administração informando sobre a situação financeira do município e sua execução orçamentária.

Lula nega que pacote para municípios seja eleitoreiro

Reuters/Brasil Online

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se defendeu de críticas e justificou as medidas que anunciou nesta terça-feira diante de milhares de prefeitos afirmando que as ações têm o objetivo de mudar o relacionamento entre prefeituras e governo federal, além de incentivar o atuação dos municípios no período de crise.

Lula negou que as medidas sejam um “pacote de bondades”, conforme críticas que recebeu, para beneficiar municípios que são devedores da União. Também rebateu as insinuações de que as ações são eleitoreiras porque poderiam beneficiar uma eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República em 2010.

“O que nós queremos nesta reunião não é criar facilidade. É criar compromissos”, disse o presidente em discurso durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que reuniu cerca de 3.200 representantes do Executivo municipal.

Visivelmente irritado, Lula disse que as críticas abusam da inteligência dele e são uma aberração feita por “pessoas pequenas”.

“Eu posso perder a postura, mas não perco a minha vergonha e o meu caráter”, afirmou. Lula criticou governos anteriores ao dizer que prefeitos eram mal-tratados e nem eram recebidos pelo presidente da República. Agora, segundo ele, o governo se antecipa à marcha dos prefeitos para atender às demandas dos municípios.

“Queremos nesta reunião estabelecer uma nova linhagem de comportamento entre nós”, disse.

No encontro, o governo colocou à disposição dos prefeitos os ministros e representantes dos bancos públicos para que possam conhecê-los melhor e ter mais acesso aos programas governamentais, reduzindo a burocracia.

“É muito difícil você fazer as mudanças num curto espaço de tempo, é um processo”, se justificou Lula.

BATOM DA DILMA

O presidente também disse no encontro que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de grande interesse dos municípios, não apenas vai continuar, apesar da crise mundial, como as obras já contratadas serão aceleradas, com o emprego de dois turnos. A prioridade é investir e criar empregos, afirmou.

“Nós cortaremos o batom da dona Dilma, nós cortaremos o meu corte de unha, mas não cortaremos uma obra do PAC”, afirmou Lula. Dilma estava presente e não discursou.

MEDIDAS

Fazem parte do pacote para as prefeituras a possibilidade de repactuar em até 20 anos as dívidas com a Previdência que totalizam 14 bilhões de reais.

Também será ampliada uma linha de financiamento no total de 980 milhões de reais para que as cidades comprem tratores e máquinas agrícolas via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O governo federal vai doar mil ônibus para o transporte escolar e as prefeituras terão direito a um financiamento de 700 milhões de reais para adquirir ônibus e barcos para este transporte.

Também foi reaberta a possibilidade para que as prefeituras ajudem na fiscalização da cobrança do Imposto Territorial Urbano (ITR) e recebam o repasse integral do imposto.

Será enviado ao Congresso projeto para regulamentar a transição entre governos. Obriga que prefeitos, governadores e presidente que estejam deixando o cargo apresentem relatórios financeiros de sua gestão.

(Reportagem de Fernando Exman)

Elizabeth

Comenta:
Diante de tudo que vemos :
Não posso esperar sentada que as mudanças cheguem a minha porta, e se abra um futuro melhor para todos nós, e mais justo. Não posso observar silenciosamente que arranjos sejam feitos .
Não posso acreditar que já não acreditamos naquilo que temos de melhor .
Nao posso vendar meus olhos com medo de enxergar a verdade…..

6 de Fevereiro de 2009

É Lindo

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa / Ricardo Noblat

O título não é meu. É © do colega comentarista aqui do Blog do Noblat que se assina The Shirt°. Mas é só o que me ocorre dizer a respeito de nosso querido colosso adormecido em berço esplêndido. Somos o país mais adiantadamente atrasado que existe. No calendário oficial, 2009. Mas isso é para os outros, para países que não contam com nossa criatividade, nem com nossa extraordinária capacidade de rir dos problemas, de levar tudo na flauta, de fugir da realidade. Desse modo evitamos um dos maiores males da modernidade: a azia e a má digestão.

Soube que o Executivo pretende lançar uma coluna em jornais populares chamada “O Presidente Responde”. Parece que são jornais que detêm cerca de 50% da circulação dos diários brasileiros. Também transmitirá entrevistas do Presidente Lula gravadas para distribuição a emissoras de rádio antes das viagens presidenciais. É Lindo! ou não é?

Podiam lançar mão de transmissões pela excelente TVBrasil ou imitar o tal de Obama, o mais novo companheiro de infância de dona Bené, aquela que toma café com o cara e olha no olho dele. Sim, ela mesma, a que é reconhecida de imediato pela Secretária de Estado Hillary Clinton que, ao ver dona Bené ali, junto à mesa do breakfast no Congresso americano, alta, elegante, discreta e ruiva, logo a reconheceu, segundo um funcionário público brasileiro que serve em Washington. Como adoro cinema, logo imaginei a cena: Hillary, baixinha, no meio da multidão (eram 3500 pessoas para o café), ao vislumbrar dona Bené, com aquele à vontade dos americanos, faz um largo aceno e grita “Hi, Bené!”. Vão me dizer que não É Lindo!?

Mas o Obama é patético, coitado. Usa a Internet, toma café com 3500 pessoas e ainda por cima não protege os demais países, só quer saber de proteger o dele. Tem, segundo o companheiro Presidente Lula, um pepinaço nas mãos e ainda por cima quer resolver os problemas de comunicação com seu povo através de e-mails… Creio que ele quer ficar com pepinaços e espigas de milho nas mãos mas, enfim, isso é problema daquele país que ainda não leu o documento firmado no Forum Social Mundial declarando morto e enterrado o capitalismo, e fortalecido o Estado. É Lindo! é pouco. Acho que é maravilhoso.

Vocês hão de compreender, no país de Obama o último castelo foi construido pelo magnata da mídia que dá azia, um tal de William Randolph Hearst, em 1947. É um castelo exageradamente grande e ridículo, de estilo rococó alucinado, tem 165 cômodos e 127 acres de jardins, terraços, lagos e longos trechos para caminhar pelas florestas da California. Parece até que isso resultou num filmeco, dirigido por um maluco, um tal de Orson Welles. Esse não É Lindo!

E a inveja é mortal. Perto do nosso castelo na Zona da Mata mineira, muito mais discreto e elegante, com as linhas severas da Idade Média e de tamanho mais do que razoável, só 36 suites e 193 hectares de jardins com piscinas e campo de golfe, os americanos estão desconsolados. “Bem que nunca fomos com a cara do Hearst”, é o que vão alegar. E devem estar a se perguntar: quem será o cineasta que vai filmar Edmar Moura em seu castelo? Que É Lindo!

Desculpem, desviei do assunto principal, mas tenho como desculpa a ligeira viagem de dona Bené a Washington e o grande feito de nosso castelão mineiro. São assuntos que desviam qualquer um de seu caminho, mas voltei. O que me traz aqui é reclamar de nossa Imprensa. É um desaforo a maneira como ela ignora o Presidente Lula. O homem se deu ao trabalho de sair de Brasília, num dia quente como o de anteontem, para vir ao Rio inaugurar 2 casas no Morro Dona Marta (era para inaugurar 11, mas por um pequeno problema na documentação, parece, só duas foram inauguradas pela presidencial figura), e uma escola em Manguinhos, e O Globo o que põe na capa? Uma foto do Presidente entre os risonhos Prefeito e Governador do Rio de Janeiro, animadíssimos por estar assistindo o Presidente do Brasil calçar uma luva. E nem uma legendinha que fosse sobre as casas que inaugurou. Isso não É Lindo!

O pobre do Executivo para poder lançar sua candidata - já não era sem tempo! - às eleições presidenciais de 2010, teve que recorrer a um estratagema terrível: lançar um encarte publicitário de dez páginas numa revista alienígena, a “Foreign Affairs”. Obrigar o Governo Brasileiro a isso! Tenho que confessar: também não É Lindo! Foi é muito feio.

Por essas e outras é que faz o Governo muito bem em usar os jornais populares para publicar “O Presidente Responde”. Dessa forma, ele não vai precisar da Imprensa estrangeira, essa tremenda PIG que cobra pelo que publica. Ah! Porque esqueci de avisar que o Governo avisa: “De acordo com a Secretaria da Comunicação de Governo, todas as entrevistas e demais materiais serão oferecidos gratuitamente”.

Não É Lindo!?

3 de Fevereiro de 2009

Lula promete ampliar empregos com a construção de 500 mil casas

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

(Reportagem de Rodrigo Gaier; Edição de Carmen Munari)
Reuters/Brasil Online

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em inauguração de obra em favela do Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo anuncia em breve um programa para a construção de 500 mil casas populares. Ele também criticou o descaso das autoridades do passado com a população carente e disse que os ricos precisam pouco do Estado.

“Vamos fazer isso porque nós precisamos gerar empregos”, disse Lula.

O presidente explicou que o plano para a construção de casas está sendo discutido pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com outros ministros e será feito em paralelo aos incentivos já existentes para a aquisição da casa própria pela Caixa Econômica Federal.

Ele não deu um prazo para as obras e afirmou ainda que imóveis desativados da União deverão ser transformados em moradias populares.

Durante discurso em inauguração da escola estadual Luiz Carlos da Vila, na favela de Manguinhos, zona norte do Rio, Lula disse que seu governo prioriza corrigir os erros do passado investindo em áreas carentes.

“Às vezes os políticos pensam muito menor que os discursos que fazem na época da campanha. Um deputado federal, um governador, um prefeito podem ser de partidos diferentes, não tem problema nenhum. Mas tem uma hora que todos tem que ter vergonha na cara e governar”, afirmou o presidente.

Ele voltou a defender a opção do governo pelos pobres. “Os ricos precisam pouco da gente (Estado). É coletar o lixo que está bom. Até hospitais eles vão para particular. A única razão para ser prefeito, governador e presidente é que precisamos governar para os mais pobres, para quem mais precisa do Estado”, disse.

Além de Dilma, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, acompanharam a cerimônia.

Elizabeth comenta :
Avançamos no tempo do governo Lula, e como era de se esperar, frente as mobilizações de novos projetos politicos, busca de novas lideranças, troca do velho pelo novo, ouvimos discursos que não agregam valores, mas tentam camuflar as próprias falhas.
Avançamos no tempo do governo Lula que critica o descaso das autoridades do passado com a população carente. Sim ! Todos nós podemos fazer esta critica, mas não só com os governos passados, mas também com o atual que parece despetar somente quando as mobilizações pré campanha sopram seus ventos no planalto.
E por que um governo tão preocupado com a população carente não está conseguindo oferecer uma educação de qualidade para todos, dando condições aos alunos da escola pública de competir com igualdade, tanto para seu ingresso nas universidades como no mercado de trabalho. Criar ou adaptar otimizando maior número de escolas públicas com ensino profissionalizante opcional para formação destes jorvens tornando-os aptos ao mercado de trabalho numa primeira fase como geração de renda para dar continuidade aos seus estudos. Avançamos no tempo do governo Lula mas a saúde ainda caminha lentamente, sendo uma saúde com demanda reprimida principalmente na saúde especializada.
Avançamos no tempo do governo Lula, mas muitos projetos de campanha não sairam do papel, lembro bem das propagandas politicas.
Viver de lembranças do passado, se foram construidas 100 mil casas, hoje não faz diferença, pois temos um governo que ainda tem tempo de fazer muito mais do que vem realizando. Se no passado houve desperdício de dinheiro público, neste governo vemos toda hora nos jornais o mesmo desperdício, mas ainda há tempo de controlar as torneiras do descaso com o dinheiro público que tanto pertence ao rico como ao pobre e que deve voltar para população ( SOCIEDADE BRASILEIRA)indepedente de classe social como Educação, Segurança, Saúde, Emprego. Lazer, Saneamento, Moradia e etc.
TER UM GOVERNO JUSTO NAO SIGNIFICA EXCLUSÃO OU INCLUSÃO DE UMA CLASSE SOCIAL, MAS SIM DAR A TODOS OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO, PROFISSIONALIZAÇÃO, GERAÇÃO DE RENDA, MORADIA DECENTE, SAÚDE, SEGURANÇA, E OFERECER POLITICAS PÚBLICAS JUSTAS QUE ATENDAM A SOCIEDADE BRASILEIRA

2 de Fevereiro de 2009

Eleições na Câmara e no Senado

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Lucia Hippolito

Tudo nos conformes

A eleição no Senado começa às 10h. São necessários 41 votos (ou a maioria dos presentes). José Sarney diz que tem 55 votos. Tião Vianna diz que tem 43 votos.

Alguém está blefando. Provavelmente, os dois.

Alguém vai ser traído. Provavelmente, os dois.

Já na Câmara, os líderes do Blocão, grupo de 15 partidos que apoiam Michel Temer, não querer dar chance ao azar. Decidiram antecipar a sessão para as 10h (mesmo horário do Senado), para que ressentimentos de lá não transbordem cá.

Vão transbordar.

E mais: decidiram também, no tapetão, que não é mais necessária a maioria absoluta de deputados (257 votos) para liquidar a eleição no primeiro turno. Basta a maioria absoluta dos presentes.

O Art. 7º do Regimento da Câmara afirma: “A eleição dos membros da Mesa far-se-á por escrutínio secreto, exigida, exigida maioria absoluta de votos, em primeiro escrutínio, e maioria simples, em segundo escrutínio, presente a maioria absoluta dos Deputados.” (grifo meu)

Apoiadores de Aldo Rebelo e de Ciro Nogueira reclamaram de golpe no tapetão. Vai haver uma discurseira infernal contra a “tirania da maioria”.

No final das contas, se tudo sair como manda o figurino, Sarney se elege (apertado) no Senado e Temer se elege na Câmara.

Mágoas, ressentimentos, disputa por cargos, cobranças, tudo isto vai desaguar num único lugar: no Palácio do Planalto, bem no colo do presidente Lula.

E no Congresso, o resultado final já é bem conhecido: o PMDB se fortalece e Renan Calheiros volta à cena, mandando uma barbaridade.

Tudo nos conformes 2

Tudo se passou conforme o script. Sarney venceu no Senado, e Temer venceu na Câmara. O PMDB fez barba, cabelo e bigode — bigode de Sarney.

Mas se formos analisar um pouco mais de perto os resultados, poderemos chegar à seguinte conclusão: Temer ganhou mais e melhor. Sarney ganhou menos e pior.

Explico: Sarney declarou inúmeras vezes que só aceitaria ser presidente do Senado como candidato único, isto é, ungido presidente, praticamente carregado nos ombros dos senadores até a cadeira de presidente.

Não foi. Teve que se submeter à humilhação de disputar com Tião Vianna.

A tropa de choque de Sarney (Renan e seus blue caps) afirmava, ainda ontem à noite, que José Sarney teria 55 votos. Não teve. Alcançou apenas 49. O suficiente para ser eleito, mas passou raspando.

A vitória eleitoral teve um travo amargo de derrota política.

Já Michel Temer conseguiu ser eleito no primeiro turno, o que na Câmara é coisa à beça.

Os 15 partidos que se reuniram em torno de Temer possuem, no total, 422 deputados. No início da semana passada, Temer contava com 400 votos. Depois com 340. Depois com 300.

O fantasma do segundo turno começava a aparecer atrás das cortinas. A tal ponto, que foi preciso alterar as regras da eleição para garantir que não haveria surpresas. Ontem decidiu-se que a vitória em primeiro turno se daria, não pela maioria absoluta dos deputados, mas pela maioria absoluta dos votos dos presentes em plenário.

O resultado mostrou que o tapetão era desnecessário. Temer obteve 304 votos, 99 a mais do que a soma de seus dois adversários, Ciro Nogueira (129) e Aldo Rebelo (76).

Mas nada disso importava para Renan Calheiros. Vitorioso, postou-se ao lado de Sarney no beija-mão que se seguiu à proclamação do resultado no Senado, e recebeu os cumprimentos dos senadores.

Com poucos ou muitos votos, José Sarney estava eleito presidente do Senado, e ele, Renan Calheiros, estava de volta ao poder.