31 de Março de 2009

Despesa do governo sobe 19% e receita cai

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado

Com o aumento das despesas de 19,59% e uma queda nas receitas de 3,05% no primeiro bimestre deste ano, ante igual período de 2008, o superávit primário do governo central (que reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central) totalizou R$ 3,049 bilhões, o que equivale a 0,65% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período de 2008, o resultado primário foi positivo em R$ 20,579 bilhões, o que equivalia a 4,63% do PIB. O superávit primário não leva em conta as despesas com o pagamento de juros.

A queda nas receitas e o aumento das despesas fizeram o governo central realizar um superávit primário de R$ 17,530 bilhões menor no primeiro bimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Tesouro Nacional, que indicam uma deterioração do esforço fiscal do governo nos dois primeiros meses de 2009. O superávit primário do governo central caiu de R$ 20,579 bilhões no primeiro bimestre de 2008 para R$ 3,049 bilhões nos dois primeiros meses deste ano.

Apenas no mês de fevereiro, o governo central registrou um déficit primário de R$ 926,2 milhões, informou o Tesouro.

De acordo com o Tesouro, entre as despesas apuradas entre janeiro e fevereiro deste ano o maior aumento foi de gastos com pessoal, que subiram 25,36% no período, em relação ao primeiro bimestre de 2008. Os gastos com custeio e capital cresceram 23,69% no período, na mesma base de comparação.

29 de Março de 2009

Orlando Pessuti se fortalece no PMDB

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Elizabete Castro

O vice-governador Orlando Pessuti ainda não tem a unanimidade no PMDB para concorrer ao governo nas eleições do próximo ano, mas já conseguiu apoio suficiente, internamente, para dividir a cena com o governador Roberto Requião nos programas do partido que começam a ser exibidos no horário gratuito da Justiça Eleitoral, a partir de amanhã, 30. O PMDB será o primeiro partido a usar o horário destinado regionalmente aos partidos, em 2009.

Requião não abriu mão de declamar trechos de trabalhos do poeta português Sidónio Muralha, mas, desta vez, concordou em compartilhar o programa com Pessuti, que terá o mesmo tempo que o governador para apresentar as ações do governo do PMDB, nas emissoras de rádio e televisão. Serão vinte minutos divididos em inserções de trinta segundos e de um minuto ao longo da programação, durante a primeira quinzena de abril.

Os programas foram gravados há duas semanas e servirão como uma prestação de contas do terceiro mandato de Requião, o segundo em que Pessuti ocupa o cargo de vice-governador.

A participação de Pessuti corresponde à primeira chance que o partido está proporcionando ao vice para se aproximar do eleitorado e construir seu nome para a disputa.

Tempo certo

Embora evitem comentar sobre prazos, os peemedebistas trabalham com a expectativa de alguns meses para que Pessuti alcance dois dígitos nas pesquisas de intenções de votos.

Seria o patamar mínimo para que possa continuar a postular a indicação, que ainda é vista com reservas por grupos do partido que preferem apostar na perspectiva de uma aliança com o PSDB no Paraná, indicando o candidato a vice-governador. Outra possibilidade seria uma aliança com o PT e o senador Osmar Dias (PDT) que, até pela dificuldade do acordo, ainda não empolgou o PMDB.

Na pesquisa de intenções de votos realizada na semana passada pelo Instituto Datafolha e divulgada no início da semana, Pessuti oscilou entre 6% e 8%, dependendo dos adversários. Não foi suficiente para neutralizar as alas contrárias ao projeto de candidatura própria, mas proporcionou fôlego para o vice-governador ir em frente.

Pessuti considerou que se saiu bem tendo em vista que, apesar de ter exercido vários mandatos de deputado estadual, sempre disputou as eleições majoritárias como coadjuvante, o que o torna pouco conhecido da maioria dos eleitores.

Ao comentar as pesquisas, disse que ninguém pode esquecer que o atual governo ainda dispõe de 21 meses de mandato e que já vai se considerar muito bem posicionado se chegar ao patamar de 13% até o final do ano. No início do próximo ano, a partir de abril, se confirmada a candidatura de Requião ao Senado, Pessuti assume o governo.

28 de Março de 2009

Ciro Gomes diz que Aécio age “de forma inocente” diante de “potencial destrutivo” de Serra

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Lauriberto Braga
Especial para o UOL Notícias
Em Fortaleza

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta sexta-feira (27), em Fortaleza, que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), está agindo “de forma inocente” diante do “potencial destrutivo” que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), está armando para ser o candidato tucano na disputa presidencial de 2010.

Ciro Gomes negou ter dito que abriria mão da disputa se Aécio Neves fosse candidato a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse que foi mal interpretado na quinta por jornalistas em Minas Gerais.

“Nunca dei essa declaração não. Perguntado por um jornalista lá em Minas Gerais que a presença do governador Aécio Neves era muito importante para o debate brasileiro e que havia um certo cenário em ele sendo candidato, eu não precisaria ser. Essa foi a minha declaração”, esclareceu.

Ciro disse ainda que em seguida a essa declaração afirmou “que agora reafirmo é que na minha avaliação eu estou vendo o Aécio agindo de uma forma, como algo inocente frente o potencial destrutivo que sei que está se armando para cima dele a partir do governador de São Paulo”. O deputado alfinetou os tucanos dizendo que o PSDB paulista “está do que esmagando, não é só dominando”, o PSDB de Aécio e do senador cearense Tasso Jereissati.

Com 16%, Ciro Gomes aparece em segundo lugar na última pesquisa Datafolha para a Presidência da República. Está atrás de Serra, que tem 46% das intenções de voto. Ele tem intensificado sua participação em eventos Brasil afora.

À tarde, o deputado encerrou o 35° Congresso da Abrace (Associação Brasileira de Cronistas Esportivos), quando falou do cenário econômico para a Copa de 2014 no Brasil. “Falei sobre a economia brasileira e sobre eventuais desdobramentos da crise econômica dessa aspiração que o Brasil tem de fazer uma Copa do Mundo memorável. A expectativa de fazermos uma Copa memorável é positiva”, afirmou a uma plateia de 150 jornalistas esportivos que escolheram Belo Horizonte (MG) para sediar em 2010 o 36º Congresso da Abrace e reelegeram o cearense Aderson Maia, como presidente da entidade.

Ciro Gomes foi cronista esportivo na Rádio Educadora do Nordeste, em Sobral (240 quilômetros de Fortaleza), nos anos 1970. Perguntado se em 2014, ano da Copa no Brasil, estaria disputando a reeleição para presidente, Ciro riu e disse: “É muito cedo”.

Na próxima segunda-feira (30), o deputado vai falar sobre a crise financeira mundial no curso de pós-graduação em economia, da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza.

25 de Março de 2009

Grupo do PMDB da Câmara se autointitula ‘G-8′

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Inspirado pela sigla que identifica os países mais ricos e poderosos do mundo, um grupo de peemedebistas influentes com cargos no governo e poder de pressão se autointitulou de “G-8″. O grupo é formado pelo líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Eduardo Cunha (RJ), Fernando Diniz (MG), Eunício Oliveira (CE), Eliseu Padilha (RS), Jader Barbalho (PA), pelo presidente da Câmara, Michel Temer (SP), e pelo deputado licenciado Geddel Vieira Lima (BA), que, paralelamente à função de ministro da Integração Nacional, tem atuação política dentro do PMDB.

Se não bastasse o chamado G-8, surgem os “emergentes”, parlamentares que começam a ostentar poder com a bênção do G-8. O líder do partido está em apuros. Acusado de ser complacente com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na distribuição dos cargos fora e dentro da Câmara, Alves explica: “Mas ele tem uma bancada de 18 deputados, o que posso fazer?”

Alves se referia à influência de Cunha além do seu reduto. Pelo menos quatro deputados do PMDB de Minas, três peemedebistas de Goiás e até o pastor cearense Pedro Ribeiro fecham com ele. Depois de comandar direta e indiretamente a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nos últimos quatro anos, Cunha recebeu a incumbência de indicar o presidente da estratégica Comissão de Minas e Energia. O escolhido foi o peemedebista carioca Bernardo Ariston.

24 de Março de 2009

Dilema da oposição é definir o candidato

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Texo Roger Pereira

A pesquisa Datafolha, divulgada domingo, simulou quatro cenários para as eleições estaduais de 2010 no Paraná. No primeiro, Alvaro Dias lidera com 39% das intenções de voto, com Osmar em segundo, com 27%. A terceira posição é de Rubens Bueno, também membro da aliança, com 8%.

O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) aparece com 6%. O segundo cenário substitui Alvaro por Beto Richa. Segundo o Datafolha, o tucano repetiria os 39% na liderança. Osmar, neste cenário, aparece com 31%, Pessuti tem 7% e Rubens Bueno, 6%.

No terceiro e quarto cenário, o nome de Osmar Dias foi substituído pelo do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT). Nesse caso, tanto Alvaro quanto Beto Richa venceriam no primeiro turno, ambos com 52% das intenções de voto. Rubens Bueno aparece em segundo com 10% nos dois casos, assim como Pessuti mantém 8%. Paulo Bernardo oscila entre 3% e 4%.

Alternando os nomes de Osmar e Paulo Bernardo na pesquisa, o Datafolha não considerou a possibilidade de Osmar disputar a eleição apoiado pelo PSDB e previu a aliança do PDT com o PT, fato criticado pelo vice-presidente estadual do PDT, Augustinho Zucchi.

Os números da pesquisa Datafolha divulgados domingo animaram os principais integrantes da aliança de oposição ao governador Roberto Requião (PMDB). Com candidatos do PSDB liderando os quatro cenários apresentados pelo Datafolha tendo sempre outro membro do grupo formado junto com PDT, PPS e DEM, na segunda posição, já surgiram comentários de que o grupo seria “imbatível”, como declarou o próprio prefeito de Curitiba e um dos pré-candidatos apontados como líder na pesquisa.

“Tenho concentrado meus esforços para manter um grupo unido. Grupo que está junto desde outras eleições, com afinidade programática e ideológica e que, junto, é imbatível”, declarou Beto. “Dentro deste grupo há diversas lideranças e, no ano que vem, devemos escolher um nome dentro desse grupo para ser o candidato”, prosseguiu, citando Alvaro Dias (PSDB), Osmar Dias (PDT), Rubens Bueno (PPS) e Gustavo Fruet (PSDB) como os nomes que, além dele, podem ser o candidato. Beto disse que está conversando com frequência com Osmar Dias para reafirmar a aliança e “não deixar que o assédio dos outros partidos nos intrigue”.

Quando o não é Beto Richa que aparece em primeiro lugar na pesquisa, o líder é o também tucano Alvaro Dias. Para o senador, a pesquisa veio em boa hora. “Já que já se antecipou a discussão mesmo, é bom que se discuta com parâmetros, tendo noção da opinião pública.” Alvaro também acredita que a aliança, se mantida, vence a eleição já no primeiro turno.

“Em política, não há milagre. Não deve surgir um nome novo até a eleição.” Para manter a aliança, Alvaro defende que os partidos envolvidos definam os critérios que definirão o nome a ser lançado. “Temos que definir os critérios e o cronograma. E o critério número um tem que ser a consulta popular.” Para Alvaro, o grupo deve definir o nome já no segundo semestre deste ano.

Já o senador Osmar Dias, que aparece na segunda posição na pesquisa, não quis comentar os números do Datafolha. “Não comento pesquisas desde 2006, quando o Datafolha previu que não haveria segundo turno no Paraná.” Sobre a manutenção da aliança, Osmar foi mais crítico que os tucanos. “O grupo só vai se manter unido se definir um projeto único e se tiver apenas um candidato. Eu também tenho trabalhado por isso.”

No entanto, Osmar classificou como natural o assédio de outros partidos neste momento. “A partir do momento que o PSDB definiu que também terá candidato próprio, abriu brecha para que outros partidos nos procure.” Osmar também criticou a ideia de imbatível da chapa. “É muito cedo para alguém se declarar imbatível. Já vi muito candidato imbatível levar susto nas eleições.”

21 de Março de 2009

É a economia, estúpido

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Cristiana Lôbo em 20 de março de 2009

Com Lula não está sendo diferente: quando a economia vai bem, a popularidade vai para cima; se ela começa a dar problemas, a popularidade também sofre abalos. Isso é o que mostra a pesquisa DataFolha publicada hoje, na qual a aprovação do presidente Lula cai de 70% para 65%. É a primeira queda de avaliação do presidente depois de um ano de subidas sucessivas.

Lula, no entanto, tem o que os pesquisadores chamam de “atributos positivos” que lhe levaram ao patamar mais alto de aprovação, até chegar aos 70% de novembro passado. Fernando Henrique, por exemplo, no auge do Plano Real, também segundo o DataFolha, alcançou 47% de avaliação ótimo e bom.

Para assessores do Palácio do Planalto, a queda nas pesquisas já era esperada com a piora no cenário econômico. Em defesa de Lula, eles dizem que a surpresa foi o fato de ter chegado aos 70%. É verdade, um patamar que nunca outro presidente atingiu, e num momento em que a crise financeira mundial já batia às portas do governo.

Ficou evidente a força da comunicação de Lula que ainda agora minimiza a intensidade da crise econômica. No último trimestre do ano passado, ele dizia que a crise não chegaria ao Brasil. A maioria da população confiou e só reconhece isso agora, quando a crise varreu quase 800 mil empregos com carteira assinada em todo o país. Só agora a maioria da população (50% dos ouvidos pelo Datafolha) acha que a frase “marolinha” não se aplica ao Brasil.

Segundo a pesquisa, Lula perde pontos em todas as regiões, inclusive no Nordeste onde tem seu melhor desempenho (caiu de 81% para 77%) e em todos os níveis de renda. Na escolaridade mais alta, nível superior, Lula se mantém em 64% - talvez porque, pelo nível de informação, já no último trimestre do ano passado, quando o PIB retraiu 3,6%, esse contingente para detectava isso.

Em suma, fica valendo o que disse o marqueteiro de Bill Clinton quando perguntado sobre o tema da campanha dele à reeleição: “é a economia, estúpido”. A população gosta dos programas sociais, do bolsa família, do Luz para Todos, mas o emprego é o que move a pesquisa de aprovação ou desaprovação de um governo.

19 de Março de 2009

Panos quentes

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Texto de Cristina Lôbo
Depois que a temperatura no Senado chegou às alturas com troca de acusações entre aliados do PT e do PMDB, representantes do governo entraram em campo para tentar pacificar a base e evitar que as brigas no legislativo pudessem afetar os interesses do Palácio do Planalto. Um encontro entre representantes do PT e do PMDB foi articulado, com a presença do ministro da Articulação Política, José Múcio Monteiro.

O grupo do PMDB acusava Tião Viana de estar municiando a imprensa com números sobre os gastos exorbitantes do Senado. Até que um torpeto, atribuído ao PTB, atingiu Tião Viana: veio a público que o senador petista cedera seu telefone celular funcional a uma filha que estava em viagem ao México.

- Atuamos para restabelecer o clima, a relação de cordialidade e equilibrar a base aliada - disse o senador Romero Jucá (PMDB), que se mostrou preocupado “com a escalada de animosidade” entre os dois lados.

Do jantar participaram os petistas Aloízio Mercadante e Ideli Salvatti; do PMDB, Renan Calheiros e Romero Jucá. E do PT o líder Gim Argelo e o ministro José Múcio Monteiro.

Iritado com a divulgação do caso do telefone celular emprestado à filha, Tião Viana ameaçava subir à tribuna para responder com outras denúncias. Foi contido pelos petistas.

A conversa começou tensa com clima de “lavagem de roupa suja”. Mercadante reclamou de Renan, com quem está estremecido desde que Renan foi obrigado a deixar a presidência do Senado, por conta do apoio dado a Fernando Collor na disputa pela Comissão de Infraestrutura do Senado, derrotando a petista Ideli.

- É preciso zerar o processo, o passivo recente - disse um dos presentes, quando José Múcio Monteiro recorreu a William Shakespeare para propor a trégua e que as diferenças fossem superadas: “mágoa é um veneno que a gente toma pensando que vai matar o outro”.

Na tentativa de virar a página, PT e PMDB devem apresentar juntos temas para compor o que chamam de “agenda positiva” com a retomada das votações a partir da semana que vem

18 de Março de 2009

Sociedade de imprensa compara Lula a Chávez

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) - que congrega 1.300 veículos no continente - fez um alerta em seu último relatório, divulgado na segunda-feira (16) em Assunção, para ameaças à liberdade de expressão em praticamente toda a América Latina. No Brasil e em outros países, o risco reside na retórica agressiva de governantes, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citado no documento como autor de “críticas desmedidas” à imprensa toda vez que o enfoque do noticiário ou de um comentário não lhe agrada. Lula é comparado ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que usa uma “retórica agressiva” contra a imprensa e os jornalistas. De acordo com o documento, há riscos a exercício da liberdade de expressão por causa da violência em países como Venezuela, Paraguai, México e Cuba.

De acordo com a entidade, que reuniu 250 empresários e editores, somente desde outubro, seis jornalistas foram mortos nas Américas em consequência de sua profissão. Foram quatro no México - Luís Mendéz, Armando Rodriguez, Miguel Ángel Villa Goméz e David Garcia. Também ocorreram no país ataques contra profissionais e seus locais de trabalho. Mais um jornalista, David Zambrano, foi morto na Venezuela e outro, Martin Ocampo, no Paraguai. Em Cuba, apesar da saída de Fidel Castro e sua substituição por Raúl Castro, ainda há 26 jornalistas presos, cumprindo sentenças de até 28 anos.

Entre os casos concretos citados no relatório da SIP sobre o presidente brasileiro, destaca-se o episódio da entrevista na revista Piauí, na qual ele afirmou que a leitura dos jornais lhe dá “azia” e a quase expulsão, em 2004, do jornalista Larry Rother, então correspondente do New York Times, que publicou reportagem sugerindo que havia uma “preocupação nacional” com supostos excessos do presidente no consumo de bebida alcoólica. Lula determinou o cancelamento do visto de Rother, o que levaria à sua expulsão, mas voltou atrás.

O Palácio do Planalto não respondeu às críticas da SIP. Segundo a assessoria de imprensa, o governo não recebeu todo o relatório, mas somente um extrato dele, o que dificultaria a resposta. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) informou, de acordo com sua assessoria, que o documento reflete o pensamento da entidade, já que o próprio presidente do Comitê de Liberdade de Expressão, Júlio César Mesquita, participou de sua elaboração. O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, classificou de “exagerado” o relatório da SIP. “O presidente faz reparos à imprensa, mas não a persegue.”

18 de Março de 2009

A cada dia, uma denúncia

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

A cada dia que passa, uma denúncia nova aparece contra o Senado. A Mesa diretora eleita no início do mes não teve tempo para comemorar. Está sendo diariamente cobrada por denúncias que aparecem na imprensa. O senador Heráclito Fortes, primeiro-secretário, por onde passam estes gastos da Casa, disse esperar que em sessenta dias as respostas sejam dadas e o trabalho possa fluir naturalmente.

Ele atribui tantas denúncias seguidas a uma espécie de “terceiro turno”, uma reação de funcionários da Casa contra a eleição dos integrantes da nova Mesa. Ou seja, a revanche de quem teria perdido as eleições para o comando da Casa.

Postado por Cristiana Lôbo em 16 de março de 2009 às 12:55

Sobre as últimas denúncias - contratação de parentes de funcionários do Senado por empresas terceirizadas e uso irregular de apartamentos funcionais - ele disse que vai investigar por meio de uma sindicância. Ele também disse ter pedido cópia dos contratos do Senado com as empresas terceirizadas para averiguar se há irregularidades.

O que se vê é uma cobrança cada dia maior da sociedade por transparência nos gastos de dinheiro público. E, também, igualdade de condições para os que entram no mercado de trabalho. Isso não é revanche.

16 de Março de 2009

Comentário: Velhacos!!

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Ricardo Noblat do jornal O Globo

Está no Aurélio: decoro quer dizer correção moral, compostura, decência, honradez. E tem tudo a ver com pundonor. Gosto dessa palavra. É redonda, solene, incomum.

Pois em verdade eu vos digo: oito entre dez políticos seriam incapazes de responder de supetão o que significa pundonor. Aposto um vídeo com os primeiros passos trôpegos de Luana, minha neta.

Sem essa de dizer que “pundonor significa decoro”. Pundonor significa zelo pela própria reputação.

Você acha decente o político que aufere lucro com uso de verba pública? Seu procedimento é honrado? Quem se comporta assim zela por sua reputação?

Há pelo menos nove deputados na mira da Corregedoria da Câmara como suspeitos de terem pagado com a verba indenizatória o abastecimento de seus carros em seus próprios postos de gasolina.

Verba indenizatória foi um truque inventado pelo Congresso para aumentar sem aumentar o salário de deputados e senadores.

A verba serve para pagar locomoção, aluguel, manutenção de escritórios nos Estados e segurança. Funciona assim: o parlamentar entrega todo mês à Câmara ou ao Senado notas fiscais correspondentes a despesas no valor de até R$ 15 mil. Então é reembolsado.

Ninguém fiscaliza se as notas são quentes ou frias. Verba indenizatória é dinheiro público que sai do baú da União estufado pelos impostos que pagamos. Você só não paga pelo ar que respira – e quanto a isso tenho dúvidas.

Alguns do “Bando dos Nove” justificaram sua esperteza com argumentos de puro cinismo. Um deles foi o deputado Osório Adriano (DEM-DF). O repórter Vanildo Mendes, de O Estado de S. Paulo, ouviu dele:

- Só uso notas de postos meus porque tenho a garantia de que o combustível é de boa qualidade. Eu lá vou abastecer no posto da concorrência!

Edmar “Dono do Castelo” Moreira arrisca-se a perder o mandato porque se valeu de notas fiscais de suas empresas de segurança para justificar despesas ressarcidas com a verba indenizatória.

O deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, destinou parte da verba para pagar despesas com a divulgação de suas atividades em um jornal do seu Estado. O jornal é dele.

Na semana passada, Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, tentou acabar com a verba indenizatória. Para compensar, uma fatia dela seria incorporada ao salário dos deputados. Não conseguiu.

A verba indenizatória é uma fonte permanente de roubo fácil para muitos deputados e senadores. E não deixará de ser porque doravante as notas poderão ser acessadas via internet. Há meios de fazer com que o falso pareça verdadeiro.

O mau exemplo que vem de cima transforma o Congresso em um reduto de velhacos.

O nepotismo praticado pelos parlamentares correu solto até que foi proibido por lei. Agora são diretores e funcionários de escalões inferiores que passaram a empregar parentes em empresas que prestam ali serviços terceirizados.

Por toda parte há caixas pretas que resistem a ser abertas. E quem poderia abri-las não exibe disposição para tal.

José Sarney (PMDB-AP) assumiu a presidência do Senado prometendo combater todo tipo de irregularidade. Por ora age à reboque da imprensa.

O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia perdeu o cargo porque a imprensa descobriu que ele registrara em nome do irmão a mansão de R$ 5 milhões onde mora. Agaciel é dono de um jatinho cedido vez por outra para viagens particulares de senadores.

O diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, pediu demissão do cargo alvejado por uma reportagem sobre o apartamento funcional que cedera para moradia de um dos filhos.

Outra reportagem revelou que o Senado pagou em janeiro R$ 8 milhões a 3.800 servidores por conta de horas extras trabalhadas. Pagou por quê se o Senado estava em recesso?

Bastaria um ato assinado por Sarney para obrigar os servidores a devolverem o dinheiro. O ato não sai. Sarney preferiu delegar aos seus 80 pares a solução do problema.

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