6 de Março de 2009

Reflexão do gesto materno num ato de amor

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Hoje de forma especial estou postando um texto diferente, porém com uma situação que merece a reflexão de todos nós independente do sexo, da raça, da cor, da condição sócio econômica.
Refletir sobre uma criança de 9 anos estuprada e seviciada regularmente por seu padrastro que a engravidou de gêmeos, sem condições de saúde física e psicológica para levar uma gravidez adiante. Sendo a mesma interrompida, tem sua família tratada como criminosos, quando o verdadeiro criminoso por destruir a vida desta criança se encontra “sem a culpa” do pecado máximo. Imaginem a cabecinha desta criança que brinca de casinha, de boneca, de correr, de pular com sonhos para serem realizados, castrados pelo gesto animal de um padrasto que deveria cuidar da sua integridade física e moral.
Não consigo acreditar que a Igreja através de um advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife pretende apresentar denúncia de homicídio contra a mãe da menor. Que representante de Deus é este, quando o próprio Deus vivo na terra, através de seu filho Jesus não permitiu que atirassem a primeira pedra, pregando o AMOR.

Dra Elizabeth
06/03/2009

LEI DE DEUS ?

Enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa - 6.3.2009| 16h55m

A notícia correu o mundo. Uma menina de nove (9) anos, estuprada e seviciada regularmente por seu padrasto, engravida de gêmeos. Os médicos de uma maternidade pública do Recife que lhe aplicaram medicamentos a fim de interromper a gravidez de alto risco, e a mãe da menor por ter autorizado o aborto, foram excomungados pelo inacreditável substituto de Dom Helder Câmara, José Cardoso Sobrinho.

Esse senhor, bem vestido, bem nutrido e bem cuidado, do alto de seu trono de Arcebispo de Olinda e Recife, não excomungou o padrasto que abusou da enteada. Se o rapaz assim desejar, receberá a sagrada comunhão domingo que vem, após passar pelo confessionário e confessar seus pecados, pedir perdão a Deus e rezar algumas orações como penitência.

Perguntas que eu faria a José Cardoso Sobrinho se tivesse a infelicidade de cruzar com ele numa calçada: se essa criança tivesse um câncer no útero, o senhor excomungaria sua mãe e os médicos que a operassem? Não? Pois será que não entra em sua cabeça que no útero de uma menina de nove (9) anos dois fetos frutos de um estupro são o mesmo que dois tumores cancerosos? Em tudo e por tudo?

Mas eu não vou cruzar com ele, bem sei. Esse tipo de arcebispo só anda de carro com motorista e dificilmente fala com passantes na calçada. Ele não é Dom Helder Câmara. Ele é José Cardoso Sobrinho, que foi nomeado substituto do pastor de almas Dom Helder Câmara em 1985. Nesses 24 anos, as diferenças entre ele e Dom Helder só se agigantaram, chegando ao ápice agora, graças a Deus quase na hora de sua aposentadoria.

“A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, disse José Cardoso Sobrinho.

Que lei é essa que Deus passou para os padres, se é que passou, e que nós não conhecemos? As Leis de Deus que nos foram repassadas, a nós cristãos, são os 10 mandamentos que Moisés recebeu das mãos de Deus para orientação do povo hebreu e que os cristãos adotaram. E que são: Amar a Deus sobre todas as coisas. Não invocar o Santo Nome de Deus em vão. Guardar domingos e festas de guarda. Honrar pai e mãe. Não matar. Guardar castidade nas palavras e nas obras. Não roubar. Não levantar falsos testemunhos. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos. Não cobiçar as coisas alheias.

Quantos foliões que desrespeitaram o domingo de Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas foram excomungados pelo soi-disant representante de Deus, na última semana? Quantos ladrões do dinheiro público ele excomungou nestes últimos 24 anos? Quantos adúlteros? Quantos assassinos?

E quem vai excomungá-lo por usar o santo nome de Deus em vão? Porque ele diz que fala em nome de Deus! Será que Deus vai punir os médicos por terem salvado a vida de uma criança, vida física e vida espiritual? Não posso crer nisso. Como também estou certa de que o único pecado da mãe foi a covardia, o medo que a impediu de agir a tempo, de denunciar o que se passava em sua casa. No entanto, um advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife pretende apresentar denúncia de homicídio contra a mãe da menor por ter autorizado o aborto. Torço para que um bom, um excelente advogado se ofereça para defender a mãe e a menor e que ganhe a causa e que a Igreja seja obrigada a pagar uma boa indenização à família da menina, dinheiro que as ajudará a sair da miséria moral em que vivem e a se instruirem para se defender dos padres que não merecem a batina, e dos vendilhões do templo.
Enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa - 6.3.2009| 16h55m

Só mais um detalhe neste caso que abala e fere quem tem fé em Deus e em seu Filho e no Espírito Santo, mas que não acredita na arrogância dessa declaração de Cardoso Sobrinho que, para mim, define quem ele é: “A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas. A Igreja sempre condenou e vai continuar a condenar o aborto”.

Salvar a vida da menina não é levado em consideração? O que era premente era salvar os tumores que ela carregava em seu corpo? É isso o é que ele chama Lei de Deus?