29 de Abril de 2009

Alckmin diz que governo antecipa campanha eleitoral

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado

O ex-governador de São Paulo e secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou hoje o governo pelo que considera campanha eleitoral antecipada para a Presidência da República. “É uma precipitação o que o governo e o presidente estão fazendo. O foco tem que se concentrar no combate à crise e não em campanha fora de hora. Isso encurta o governo. O governo começa a acabar”, afirmou Alckmin.

Candidato do PSDB na eleição de 2006, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, Alckmin disse que seu partido “vai estar unido” na disputa de 2010 e minimizou a disputa interna entre os dois pré-candidatos, os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP). Se não houver um entendimento na escolha do candidato tucano, o partido realizará prévias em fevereiro do ano que vem. “Prévia é um instrumento democrático”, disse Alckmin.

O ex-governador não quis falar sobre a possibilidade de se candidatar ao governo paulista. “Se a eleição nacional está longe, imagina a estadual”, comentou. Alckmin disse não ver mudança no cenário político com o anúncio da doença da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, que iniciou um tratamento preventivo após retirar um tumor no sistema linfático. “Só desejo saúde à ministra”, afirmou. O ex-governador está na liderança do PSDB na Câmara, reunido com a bancada. Na tarde de hoje, Alckmin participa de uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e outros secretários estaduais.

29 de Abril de 2009

PPS diz que Lula quer mudar poupança

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

A Executiva Nacional do Partido Popular Socialista (PPS) divulgou nota afirmando que o governo Lula quer alterar os rendimentos da caderneta de poupança não para proteger o pequeno investidor, como argumenta a equipe econômica, mas sim para atender o lobby do sistema financeiro.

Para o partido, trata-se de uma escolha política do governo Lula para tentar manter a equação macroeconômica que tem proporcionado os maiores ganhos da história do sistema financeiro brasileiro.

“O Partido Popular Socialista reitera que a questão da poupança tem um caráter técnico, mas adquiriu conotações políticas porque tal medida visa apenas atender ao forte lobby do setor financeiro, que tem se beneficiado enormemente da atual gestão econômica”, diz o texto.

A assunto ganhou grande repercussão na mídia após as inserções partidárias divulgadas pelo PPS em rede nacional de rádio e televisão alertando sobre a intenção do governo de mexer na caderneta de poupança.

Leia abaixo a íntegra da nota.

A CADERNETA DE POUPANÇA E O “LOBBY” DO SISTEMA FINANCEIRO

Tendo em vista a repercussão da inserção de rádio e TV do PPS alertando a população sobre o desejo do governo Lula de mexer na poupança, o ativo financeiro mais popular do país, o Partido Popular Socialista reitera que a questão da poupança tem um caráter técnico, mas adquiriu conotações políticas porque tal medida visa apenas atender ao forte lobby do setor financeiro, que tem se beneficiado enormemente da atual gestão econômica.

Essa tentativa de mudança foi inventada pelos bancos - e assumida pela equipe econômica do governo - para manter o lucro do mercado financeiro, que cobra taxas de administração absurdas de até 4% ao ano para gerenciar os fundos de renda fixa, que são basicamente indexados à taxa Selic, enquanto no exterior, devido a uma maior concorrência do setor bancário, a taxa média de administração é de 0,5% ao ano. Quando a Selic era muito alta, tal custo era “diluído”. Agora com ela chegando a um dígito, as taxas de administração tornam esses fundos não competitivos em relação à poupança. Este é o primeiro problema a ser enfrentado.

Assim sendo, uma questão aparentemente “técnica” é, na verdade, uma escolha política do governo Lula para tentar manter a equação macroeconômica que tem proporcionado os maiores ganhos da história do sistema financeiro brasileiro.

A verdadeira crise econômico-financeira pela qual o mundo passa, que teve como epicentro a ausência de regulação do sistema financeiro internacional e se reflete de forma intensa no Brasil, coloca para todos nós o retorno da centralidade da ação política como instrumento da cidadania não apenas para o enfrentamento momentâneo da crise mas, sobretudo, para assentar as bases de um novo desenvolvimento econômico, ambientalmente sustentável e socialmente justo.

Belo Horizonte, MG, 27 de abril de 2009

Comissão Executiva do Diretório Nacional do PPS

27 de Abril de 2009

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Transparência é fundamental.

Hoje após a reunião que realizamos as segundas feiras na sede do PPS Paraná 18:30h, tivemos um bom debate ressaltando a importância da democracia e de cada um expressar livremente suas opiniões sem ofensas ou qualquer atitude nociva.

Este é um partido DECENTE que não se furta ao cobrar esclarecimentos de seus representantes, que não joga o lixo para baixo do tapete deixando a casa sempre arrumada.

Um partido que se coloca diante de seus eleitores e militantes sem receio de ser cobrado nas suas posturas, pois as mesmas se encontram pautadas na ética e no respeito. Que busca o melhor e não se vende como o melhor, busta justiça e não se classifica como justiceiro, que erra mas dentro dos erros busca o aperfeiçoamento para o acerto .

Um partido decente que oferece oportunidade em condições de igualdade de falar e ser ouvido.

Que não se acorvada mesmo diante de gigantes.

Que confia na capacidade humana de transformação e na recuperação da tão desgastada politica

Um partido DECENTE porque adotou TRANSPARÊNCIA como ética da moralidade.

Este Blog BDR se encontra aberto aos debates, sugestões, críticas ou outras manifestaçãoes democráticas .
Vamos ao debate gente!!
Vamos utilizar este instrumento de comunicação para a boa prática política.

Coordenação Municipal da Mulheres PPS

Elizabeth Costa

Elizabeth Costa
E-mail: elizabethchelle@yahoo.com.br

25 de Abril de 2009

PT vai recorrer ao TSE contra propaganda do PPS sobre caderneta de poupança

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PT vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a propaganda eleitoral veiculada pelo PPS que alerta os brasileiros sobre mudanças na caderneta de poupança –com risco do governo federal confiscar a caderneta de poupança nos moldes do que ocorreu durante o governo Fernando Collor de Mello.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que o “boato” tem como único objetivo alarmar as pessoas sobre algo que não existe.

“Ao manipular informações com o objetivo de alarmar as pessoas, o PPS age como uma sublegenda dos neoliberais tucanos. O PPS utiliza de forma indevida o horário partidário no rádio e televisão para espalhar o pânico”, afirmou o petista.

O PT vai questionar sobre a propaganda veiculada pela oposição. “A utilização do horário eleitoral de modo indevido prejudica uma conquista democrática. É inadmissível que o PPS utilize o espaço reservado aos partidos como está fazendo, manipulando informações”, disse Berzoini.

O presidente do PPS, Roberto Freire (PE), disse à Folha Online que o partido vai provar judicialmente que há um movimento no governo federal para confiscar a poupança dos brasileiros.

“Ele [PT] que entre na Justiça. Vamos provar que o presidente Lula quer mudar as regras da poupança. Não estamos dizendo nenhuma mentira. O próprio presidente Lula e o ministro da Fazenda [Guido Mantega] anunciaram que vão mexer nas regras da poupança”, disse Freire.

No programa eleitoral, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) critica a intenção do governo Lula de alterar as regras da poupança ao mesmo tempo em que empresta o dinheiro dos brasileiros ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

“O governo vai mexer na poupança como fez o governo Collor. O PPS vai lutar para que isso não aconteça”, diz o deputado no programa eleitoral.

O secretário-geral do PPS, Rubens Bueno, disse que o governo já anunciou publicamente sua disposição de mudar a caderneta de poupança.

“Como partido de oposição, estamos denunciando que isso virá contra os interesses do pequeno poupador e em benefício de bancos, de grandes especuladores, do sistema financeiro como um todo. Por isso, a necessidade do partido avisar desde já que não aceitará mudanças na poupança”, afirmou Bueno.

O alerta, desperta a população para cobrar esclarecimentos sobre as mudanças que estão sendo estudadas sobre a caderneta de poupança e ao mesmo tempo não permitir que abusos do poder público possa se concretizar.
Elizabeth Costa

Reuters
20/04/2009 - 21h58
Governo quer poupança na rolagem da dívida pública

Por Aluísio Alves

COMANDATUBA, Bahia (Reuters) - O governo federal estuda redirecionar recursos da poupança para financiar a rolagem da dívida pública, afirmou nesta segunda-feira o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), durante congresso de empresários e políticos em Comandatuba (BA).

Segundo ele, a alternativa está sendo discutida por uma comissão sobre mudanças nos critérios atuais para rentabilizar essas aplicações. “Seria um mecanismo de redirecionamento de parte dos recursos da poupança”, afirmou o parlamentar, membro da comissão, da qual também fazem parte o ministro da Fazenda Guido Mantega, e os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Beluzzo.

O parlamentar disse que esse mecanismo pode vir acompanhado de outra medida que mude a forma de remuneração da poupança. Mais cedo, o senador tinha afirmado à Reuters que poderia ser por meio da emissão de títulos públicos atrelados à rentabilidade da poupança. À tarde, ele disse não saber como esse redirecionamento seria feito.

Hoje, os recursos da aplicação, que têm garantida rentabilidade de 6 por cento ao ano mais Taxa Referencial (TR) –que hoje circula entre 2 e 3 por cento ao ano– são utilizados para financiar a compra da casa própria.

Mercadante afirmou ter simpatia por esta saída, que teria aplicação mais simples do que outras duas que estão sendo discutidas.

Uma delas é mudança na metodologia da TR. De um lado, essa mudança implicaria em menor remuneração das cadernetas. Mas de outro, disse Mercadante, beneficiaria os tomadores de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que usa o índice como referencial na concessão de parte dos empréstimos.

A terceira opção é implementar um imposto de renda (IR) sobre as aplicações que superarem determinado patamar. Atualmente, a poupança é livre do imposto. Mas, assim como a alternativa anterior, esta dependeria de mudanças que precisariam de respaldo do Congresso Nacional.

“O importante é garantir que não vamos agredir a poupança, que é um instrumento popular e que já foi muito mexida no passado”, afirmou.

De acordo com o senador, ainda não há um prazo para definir qual ou quais das medidas serão adotadas, já que não são excludentes entre si. Mas ele reconheceu que a pressão por uma resposta deve crescer na próxima semana, quando ocorre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve resultar em novo corte da Selic, hoje em 11,25 por cento.

A queda da Selic tem aumentado o temor do governo de que parte dos recursos hoje aplicado em títulos do governo com remuneração da Selic migre para a poupança, o que pode dificultar a rolagem da dívida pública

24 de Abril de 2009

Senado paga motorista do ministro Hélio Costa em BH

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ADRIANO CEOLIN
enviado especial da Folha a Belo Horizonte

Assistente parlamentar lotado no gabinete do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), Januário Rodrigues exerce em Belo Horizonte a função de motorista da família do ministro das Comunicações, Hélio Costa. Em 16 de fevereiro deste ano, o salário dele subiu de R$ 2.247,72 para R$ 2.694,64 mensais, de acordo com ato do diretor-geral do Senado.

Januário foi nomeado em 2003, logo após a posse de Costa como senador. Na semana passada, a Folha localizou na Delegacia de Furtos e Roubos de Belo Horizonte um boletim de ocorrência em que ele declarou trabalhar para o ministro.

Em 10 de abril de 2007, Januário foi à polícia registrar o roubo do veículo SpaceFox preto, placa HFP 7928. O automóvel tem Hélio Costa como proprietário e, segundo o motorista, era usado para “atender à família”. O carro foi encontrado horas depois do roubo.

A ocorrência está registrada sob o número 104.591. Na quinta-feira passada, a Folha deslocou-se até o endereço que Januário disse morar na capital mineira. Lá, encontrou o filho dele Delton Rodrigues. Ele não quis dar entrevista, mas disse que informações sobre o pai poderiam ser obtidas no local onde mora o ministro.

Na sexta-feira, a reportagem falou com um dos porteiros do edifício onde vive Costa e sua família –num bairro nobre na zona sul de Belo Horizonte. A conversa foi gravada. O funcionário confirmou que Januário trabalha para o ministro e tem como uma de suas tarefas levar os filhos de Costa à escola.

Por meio de nota, o ministro das Comunicações confirmou que Januário Rodrigues trabalha para ele desde 1990. “Está lotado no gabinete do Senado desde 2003, quando fui eleito para o mandato de senador da República. Cumpre jornada em meu escritório e base eleitoral, em Belo Horizonte, das 8h às 14h”, disse Costa.

O ministro justificou ainda que, depois de ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a assumir o Ministério das Comunicações, decidiu manter o seu vínculo administrativo com o Congresso Nacional. Lembrou que optou por receber o salário do Senado, abrindo mão dos vencimentos de ministro.

Costa também ficou de encaminhar requerimento à Mesa Diretora do Senado para saber se há “incompatibilidade na manutenção de Januário” como seu motorista em Belo Horizonte.

À Folha o senador Wellington Salgado, suplente de Costa, disse que vai esperar a resposta da Mesa antes de tomar uma decisão. “Se for irregular, vamos nos adequar”, afirmou.

Secretária

Trata-se do segundo caso de desvio de função envolvendo o ministro e o seu suplente. No último dia 10, a Folha revelou que a secretária particular de Costa, Eliana Maria de Jesus Ros, está lotada no gabinete de Salgado com salário de R$ 7.484,43. Ela, no entanto, dá expediente no ministério.

À Folha Eliana disse que, no final do ano passado, procurou o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, para saber se sua situação era irregular.

De acordo com ela, Agaciel respondeu que não haveria problema.

Na semana passada, Salgado fez uma consulta à advocacia do Senado sobre o caso de Eliana. “Mas eu decidi que é melhor exonerar. Combinei com o ministro que ela deverá ser lotada no ministério”, disse.

Em maio do ano passado, a Folha revelou que Eugenio Alexandre Tollendal Costa, filho do ministro, era funcionário-fantasma no gabinete do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O rapaz, que recebia R$ 2.649,46 mensais, foi exonerado depois da publicação da reportagem.

22 de Abril de 2009

Lula está construindo um gigante regional?

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BBC Brasil.com Revista Newsweek
O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas.

A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana “Newsweek” (leia o original em inglês).

“Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela”, afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente”.

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da “Newsweek”, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Poderio militar
A “Newsweek” observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil “expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre”.

A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia “diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques”.

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

“Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada”, diz a “Newsweek”.

Influência americana
A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia “não-declarada” de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington”, mas que nem por isso o país embarcou na “revolução bolivariana”.

“Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros”, diz o artigo. “No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne.”

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é “um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade”.

“Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual”, conclui a “Newsweek”.

22 de Abril de 2009

Serra evita atos com Aécio pelo País

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Agência Estado

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não arrastará o paulista José Serra a tiracolo, Brasil afora, em campanha pelas prévias destinadas a escolher o candidato tucano a presidente em 2010. Com apoio de parte expressiva da direção do partido, Serra se recusa a assumir desde já a condição de candidato, para não se tornar um alvo fácil do governo e dos adversários petistas. O PSDB também não quer estimular a competição entre os dois tucanos, na esperança de evitar uma disputa que pode produzir um racha partidário.

A cúpula tucana avalia que uma campanha com a participação de dois governadores de Estados que têm grande força política e econômica, no exercício do cargo, abrirá espaço a todo o tipo de pressão, inclusive de pequenas prefeituras em dificuldades financeiras. O tucanato que acionou o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra, Dilma Rousseff, na Justiça, acusando-os de fazer campanha antecipada, não quer expor seus candidatos a um “risco gigantesco de escândalo” a partir de denúncias de irregularidades.

Aécio, no entanto, insiste na necessidade de fazer “alguns eventos grandes pelo País”, com a presença de Serra, para mostrar o que diferenciará um projeto capitaneado pelo PSDB, qualquer que seja o candidato, do projeto do atual governo. Entende que seria um momento “quase de refundação do partido”, em que ele e Serra estariam juntos. “Não disputando, mas mobilizando as bases.”

Para o governador de Minas, “ninguém pode ser contra algo tão positivo”. Ele diz que a campanha das prévias pode ser feita nos finais de semana, com uma agenda que não comprometa ações de governo. “No segundo semestre poderemos definir as datas das prévias.”

Não é o que pensam os dirigentes tucanos mais experientes. Eles consideram fatal que, a cada evento com a presença de ambos, alguém se encarregue de medir quem foi o mais aplaudido, quem levou mais apoiadores, quem teve mais faixas com manifestação de apoio. E tudo o que a direção do partido não quer é estimular uma disputa que pode deixar sequelas. A avaliação, neste caso, é de que bastará um Aécio magoado para que falte a Serra o empenho de Minas para elegê-lo.

Também não é à toa que os serristas se recusam a facilitar a vida de Aécio, fortalecendo a campanha das prévias. Em conversas reservadas, até aliados do governador mineiro avaliam que, a permanecer o cenário atual, o candidato já está escolhido: é José Serra. Eles próprios chamam a atenção para o fato de o governador paulista vir se mantendo, há mais de um ano, no patamar dos 40% de preferência do eleitorado, de acordo com as pesquisas de intenção de voto para presidente.

Neste contexto, entendem que rodar o País em favor das prévias pode ser útil ao governador de Minas, que é pouco conhecido fora de seu Estado, mas não ao paulista. Na cúpula do partido a preocupação é outra. Para o tucanato, quem pode acabar capitalizando a campanha é o governo Lula, que investe no racha do PSDB como forma de fortalecer a candidatura presidencial de Dilma

22 de Abril de 2009

Aécio Neves sinaliza candidatura em solenidade

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Agência estado
Numa solenidade em que os manifestantes foram mantidos distantes da Praça Tiradentes, a celebração da Inconfidência Mineira hoje em Ouro Preto (MG) serviu como plataforma da pré-candidatura do governador Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Sindicalistas, estudantes e representantes de movimentos sociais que programaram um ato público contra Aécio não tiveram acesso ao local do evento.

Na praça, porém, não faltaram faixas e manifestações de apoio ao governador, que voltou a sugerir que no início do ano que vem irá se desincompatibilizar do cargo para se candidatar em 2010. “Ao presidir, pela última vez, esta celebração em que reverenciamos os valores herdados dos nossos antepassados, o faço com a mesma emoção e o mesmo sentimento com que compartilhei, pela primeira vez, com os mineiros, a liturgia desta cerimônia”, disse. “Procurei, a cada segundo dos últimos anos, honrar a nossa bandeira, a bandeira sob a qual nos reunimos aqui hoje (ontem)”.

Como pela legislação eleitoral terá de deixar o governo no início de abril do ano que vem, Aécio presidiu pela última vez a comemoração do 21 de Abril. Caso não se viabilize como presidenciável tucano, o governador deverá disputar uma cadeira no Senado. Mas na solenidade, marcada pela pré-comemoração do Ano da França no Brasil, não faltaram menções e manifestações de apoio ao seu projeto presidencial.

Anfitrião, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo (PMDB), foi enfático em seu discurso, afirmando que o nome do governador mineiro é o que oferece ao País a certeza de novas perspectivas”. O prefeito observou que os “ventos da mineiridade são favoráveis” a Aécio em 2010, lembrando que o próximo ano marcará o centenário de nascimento de Tancredo Neves; os 50 anos da inauguração de Brasília por Juscelino Kubitschek; e os 25 anos da redemocratização, “liderada por Tancredo”.

“Minas desarma as hegemonias conflituosas, restaura, mostra e sustenta a harmonia. Os mineiros hão de acompanhar vossa excelência ao Planalto”, disse.

Devidamente “credenciados” por uma fita azul no pulso, militantes do PSDB tiveram acesso à solenidade e levaram bandeiras e faixas de apoio ao governador. “Surge o clamor - Aécio presidente”, dizia uma delas. Na mesma linha, uma faixa da Força Sindical: “Deu certo em Minas, vai dar certo para o Brasil - Aécio presidente”.

A pequena plateia na praça - na maior parte tomada pela estrutura do evento e cercada por um forte aparato policial -, também era composta por uma claque do PMDB Jovem, vestidos com camisas de apoio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato do partido ao Palácio da Liberdade.

Aécio defendeu um projeto nacional inspirado em Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, que permita o Brasil superar a crise econômica internacional. E reiterou a cobranças por reformas. “É hora de reunirmos, a nação inteira, para a tarefa de promover as mudanças corajosas que a realidade exige. Essa tarefa ainda se encontra inconclusa”.

O evento foi marcado mais uma vez pela pomba, com telões espalhados pela praça, tapete vermelho e a participação de diversos artistas. Com o lema “Liberdade, ainda que tardia”, que inspirou a Inconfidência, 236 pessoas ao todo foram agraciadas, entre autoridades brasileiras e francesas.

Num comboio de 21 ônibus que saiu de Belo Horizonte, sindicalistas e representantes de entidades sociais tiveram dificuldades para chegar a Ouro Preto. O recém-criado Fórum Sindical Social havia programado um ato público contra a administração estadual, intitulado “Com Aécio, Minas não respira liberdade”.

Os sindicalistas acusaram a Polícia Militar de promover barreiras e vistorias sistemáticas nos 95 quilômetros que separam a capital de Ouro preto, com o objetivo de atrasar a chegada dos manifestantes à cidade histórica mineira. Cerca de mil pessoas promoveram o protesto nas imediações da Praça Tiradentes, sem acesso à solenidade. “Liberdade, igualdade e fraternidade ficou só no discurso”, reclamou o Tiago Santana Cassiano, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sintel) de Minas.

16 de Abril de 2009

Visita de Lula ao Paraná deixou Requião irritado

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Elizabete Castro

O governador Roberto Requião (PMDB) reassume hoje, 16, o governo do Estado. Requião estava em viagem particular a Europa, cujo retorno estava previsto somente para a próxima semana, dia 26.

Peemedebistas disseram que o governador fez apenas um ajuste no cronograma de viagem, mas admitem que desagradou a Requião o fato de o presidente Lula (PT) ter vindo ao Paraná, durante sua ausência, e mantido um encontro político com o governador em exercício Orlando Pessuti, pré-candidato do PMDB ao governo.

Pessuti esteve com Lula em Brasília e acompanhou o presidente na visita que fez ao Paraná anteontem, 14, em Telêmaco Borba, onde participou da festa de aniversário da indústria de celulose Klabin.

“Acho que foi uma falta de consideração. Afinal, o governador Requião é a maior liderança do partido no Estado e não participou dessa conversa política”, afirmou o deputado estadual Nereu Moura (PMDB).

O resultado do encontro de Pessuti com o presidente Lula também não agradou a várias alas do PMDB. Lula disse que gostaria de ver os partidos da sua base de sustentação unidos em torno de uma candidatura única ao governo que pudesse oferecer um palanque no Paraná à provável candidata do PT à sua sucessão, Dilma Rousseff.

O PMDB acha que já existe uma inclinação do PT pela pré-candidatura do senador Osmar Dias (PDT) e que o aliado das eleições de 2006 não está considerando a possibilidade de Pessuti ser o candidato da aliança no Paraná.

“O presidente Lula não está botando fé no nosso taco no Paraná. Mas nós estamos trabalhando para colocar o Pessuti num patamar muito bom nas pesquisas e aí, com certeza, vai ter gente batendo na nossa porta”, afirmou Moura.

Ele defende a busca de novos aliados pelo PMDB no estado como alternativa ao PT. Entre os partidos citados por Moura estão o PTB e o PP, que integram a base do presidente da República no Congresso Nacional.

15 de Abril de 2009

Deputado doou passagens para Adriane Galisteu

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

De Isabel Braga:

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse nesta terça-feira que cabe ao deputado Fábio Faria (PMN-RN) analisar se usou de forma adequada a cota de passagens paga a ele pela Câmara.

De acordo com o site “Congresso em Foco”, o deputado usou a cota para custear a viagem de atores que foram participar do carnaval fora de época em Natal, além de pagar sete viagens para a ex-namoradora, a apresentadora de TV Adriane Galisteu, e a mãe dela, Emma Galisteu, entre 2007 e 2008, inclusive para Miami. Em nota , o deputado disse que não foi responsável pela emissão da passagem e diz que todas as falhas serão corrigidas.

Temer disse que recomendou ao deputado -com quem conversou por telefone pela manhã - que falasse com o terceiro-secretário da Casa, Odair Cunha (PT-MG), responsável pelos gastos com passagens.

- Ele (Fábio Faria) me ligou e eu disse: a cota é sua, se é legal, justifique o uso. Se não é adequado, tem que devolver, porque a Câmara não pode ser prejudicada - disse Temer.

Indagado se considerava que era correto o uso da cota de passagens para custear uma viagem da mãe de Adriane Galisteu (namorada do deputado à época) a Miami, Temer respondeu:

- Não é um padrão normal e ele tem que responder por isso. É um juízo dele.

Leia mais em Temer: Fábio Faria terá que explicar passagem para mãe de Adriane Galisteu

(Comentário meu: Se é um “juízo dele” não deveria ser. As passagens são pagas pela Câmara para que os deputados viagem aos seus Estados. Não está escrito em lugar algum que eles podem doá-las. Ou usá-las para passear com a namorada. Dinheiro público não se presta a tal coisa - ou não deveria se prestar.)

Novamente estamos diante de uma situação desconfortavel, desta vez com o parlamentar o deputado Fabio Faria (PMN-RN), tendo que explicar porque o uso das passagens (dinheiro público) gasto de forma irregular.
Não se trata de julgar o caráter de nenhum parlamentar, nem a sua atuação como deputado, mas sim solicitar, exigir explicações sobre os seus gastos com o dinheiro que pertence ao povo.
Elizabeth

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