25 de Setembro de 2009

Campanha de Dilma na Web terá marqueteiro de Obama

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Por Stuart Grudgings

RIO (Reuters) - O homem que liderou a estratégia revolucionária de Internet de Barack Obama durante a campanha presidencial do ano passado acredita que métodos semelhantes podem transformar a política no Brasil e ajudar a eleger a primeira presidente mulher no país.

A empresa de Ben Self, Blue State Digital, foi contratada como consultora para uma estratégia online da campanha da ministra Dilma Rousseff, que provavelmente será a candidata do PT na eleição presidencial de 2010.

Como chefe da campanha digital de Obama, Self foi essencial na criação de uma enorme base de apoio que ajudou a levar Obama à Casa Branca e levantar 500 milhões de dólares para a campanha online do democrata, número recorde de doações.

“Engajamento político desse nível nos Estados Unidos também é algo novo”, disse à Reuters em entrevista por telefone, de Washington. “Não há porque esse tipo de engajamento político não ser aplicado em outros países”.

Self, que visitou Brasília este mês para encontro com Dilma, afirmou que sua companhia está trabalhando com uma parceira local para ajudar o PT a planejar a campanha, e que deve ter um papel maior quando a campanha começar de fato.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, parece precisar da mágica de Obama.

Dilma, que não tem o carisma do popular presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está bem atrás do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas pesquisas de opinião, e parece faltar uma mensagem estimulante, como os gritos por mudança da campanha “change” de Obama que inspiraram seus eleitores.

Self não quis comentar as qualidades de Dilma como candidata, mas disse acreditar que a Internet, atualmente, é pouco usada como ferramenta de campanha no Brasil, e que ela poderia ser usada de forma eficiente para ajudar a campanha da ministra.

Seu envolvimento segue o debate nacional travado no Congresso sobre o uso da Internet em campanhas, com deputados estudando mudanças nas lei eleitorais para restringi-lo.

Lula, que tem que chancelar qualquer proposta de lei aprovada pelo Congresso, tem apoiado publicamente o uso irrestrito da Internet em campanhas eleitorais.

CRESCE O ACESSO À INTERNET

Embora milhões de brasileiros ainda não possuam acesso direto à Internet, este acesso vem crescendo bastante nos últimos anos, com o bom crescimento econômico do governo Lula ajudando milhões a saírem da pobreza para a nova classe média.

“Claramente, há uma grande parcela da população no Brasil que têm acesso à Internet –de 60 a 70 milhões, dependendo da pesquisa”, disse Self. “É um grande grupo de pessoas do qual tirar adeptos”.

Entre os obstáculos enfrentados por esse plano de arrecadação pela Internet no Brasil está o parco uso de cartões de crédito e a corrupção, que continua forte na política e pode impedir doações.

Assim como nos EUA, a estratégia no Brasil provavelmente buscará voluntários com entusiasmo e acesso à Internet, que serão encorajados a estimular o boca-a-boca em seus bairros e convencer eleitores a votarem em Dilma.

“Os detalhes ainda devem mudar em relação à arrecadação, à organização. Mas a base do plano é criar um relacionamento bem sucedido a longo prazo entre a população e os candidatos do partido”, disse Self.

Durante a campanha norte-americana, por exemplo, eleitores de Obama podiam baixar listas de pessoas em seus bairros que seriam alvos potenciais para votos e doações.

“Talvez isso funcione no Brasil e talvez não funcione, mas é o tipo de ideia, como pegar um apoiador da Internet e transformá-lo em ação política”, disse.

23 de Setembro de 2009

Dilma apresenta maior índice de rejeição, 40%

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado
A pesquisa CNI/Ibope divulgada no fim desta manhã mostrou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) têm os maiores índices de rejeição, com 40% dos entrevistados dizendo não votariam em nenhuma delas para presidente. A menor rejeição é a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 30%. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tem 33% de rejeição, enquanto o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e a senadora Marina Silva (PV-AC) têm 37% cada.

A pesquisa também perguntou sobre quais áreas seriam prioritárias para o próximo presidente, sendo que os entrevistados poderiam apontar até três itens como temas principais para a próxima gestão. Nessa pesquisa, saúde apareceu em primeiro lugar com 59%, seguida de educação, com 44%, e empregos, com 35%. Segurança pública veio na sequência com 30%. Completam a lista: drogas (19%), combate à corrupção (18%), salários (15%) e fome/miséria (13%). Habitação e agricultura vieram na sequência, com 8% e 7%, respectivamente.

14 de Setembro de 2009

Serra e Aécio fazem acordo para evitar prévias

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado

Não haverá eleições prévias no PSDB para escolher o candidato tucano que vai disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem. O acordo tático entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, os dois nomes mais fortes do PSDB, está estabelecido numa frase: “Nada de disputa entre nós.”

No pacto entre os dois governadores não há uma definição de candidato para a cabeça de chapa tucana, embora a maioria do partido adote a candidatura Serra como a mais provável. O que define, porém, as prévias como desnecessárias é o acerto de que um terá o apoio do outro para a definição do candidato titular.

Na quarta-feira, em entrevista concedida em Belo Horizonte, Aécio não só admitiu de público a hipótese de se adotar outro “instrumento de escolha”, que não as prévias, como chegou a sugerir um “conjunto de análises que inclua pesquisas eleitorais”, desde que se levem em conta aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.

As referências de Aécio à hipótese de não haver prévias e aos seus trunfos eleitorais foram lidos como sinal de manutenção da pré-candidatura - o que é visto com naturalidade dentro do PSDB. O governador mineiro vai mesmo tirar licença do comando do Estado por pelo menos 15 dias, para fazer um tour nacional em pré-campanha, começando pelo Nordeste. Ele entende que o período de outubro a novembro será decisivo para firmar seu nome como alternativa tucana à sucessão de Lula.

2 de Setembro de 2009

Pessuti pede reunião peemedebista após encontro entre Romanelli e Osmar

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Elisabete Castro

O encontro entre o senador Osmar Dias (PDT) e o vice-presidente estadual do PMDB, deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, causou desconforto entre peemedebistas.

Entre eles, o pré-candidato do PMDB ao governo, o vice-governador Orlando Pessuti. Ele pediu uma reunião às pressas com a bancada, anteontem à noite, para entender melhor as razões da conversa, realizada domingo pela manhã em Curitiba e que teve como tema a sucessão estadual do próximo ano.

O deputado Nereu Moura (PMDB) disse que a bancada está “firme” no apoio a Pessuti e declarou que a conversa com o pedetista não foi bem recebida em vários grupos. Principalmente, porque não foi discutida previamente com o partido, assinalou.

“O problema não é conversar com o senador. O problema é que a conversa foi feita sem discussão com o partido. Assim serviu só para azedar a situação e criar mais dificuldades para o PMDB, que está num processo de fortalecimento da candidatura do Pessuti”, afirmou.

Num cenário em que existem pelo menos dois favoritos na disputa, Osmar e o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), a construção da candidatura de Pessuti já não é uma tarefa simples, assinalou Moura.

“E desse jeito, nenhuma conversa é boa fora do âmbito partidário. Estabelece dificuldades agora e até para uma aliança, lá na frente”, criticou. Para Moura, ainda que o mentor do encontro tenha sido o governador Roberto Requião, o partido ficou de fora da discussão. “Essas coisas não são decididas só pelo governador. Mas por todo o partido”, afirmou.

A pedidos

Interlocutor do governador Roberto Requião no encontro, Romanelli disse que não iria polemizar com Moura. “Respeito a posição do Nereu, mas o PMDB é um partido plural. E além disso, fiz a conversa a pedido de uma única pessoa. Não vou ficar mais discutindo isso”, resumiu.

O deputado Alexandre Curi, que é considerado o “contato” do governador junto ao PSDB, criticou a posição de Moura. “Nós temos lealdade total à candidatura do Pessuti, mas isso não impede conversas com outros partidos. Temos cinco deputados do PSDB que votam com o governo. Dois do PDT que também votam conosco. Não há dificuldades em conversar sobre o cenário eleitoral. Eu converso sempre com o prefeito Beto Richa”, afirmou Alexandre.

Para o peemedebista, alguns deputados do PMDB não deveriam censurar as conversas já que vários deles teriam sua reeleição facilitada em caso de uma aliança com outro partido.

Entre os próprios peemedebistas, os movimentos orientados pelo governador são apenas “sondagem de terreno” e que, antes do próximo ano, Requião não define posições.