4 de Outubro de 2009

Peemedebistas veem aliados como rivais

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria | Enviar por e-mail.

Reportagem de Roger Pereira

Acabou a “janela”. Quem pretende disputar algum mandato nas eleições do ano que vem não pode mais trocar de partido ou se filiar a um, caso não tenha legenda. Para concorrer nas eleições do ano que vem, o candidato precisa estar filiado há, pelo menos, um ano no partido pelo qual disputará. Prazo que acabou ontem, pois, agora, faltam 364 dias para a eleição. E mesmo com a Resolução sobre fidelidade partidária, do Tribunal Superior Eleitoral, que expõe os mandatos dos políticos que trocarem de partido, o período que antecedeu o encerramento do prazo para filiações foi de intensa mudança. Prefeitos, vereadores e lideranças políticas do interior do Estado não se preocuparam muito com a possível perda de mandato e movimentaram a dança de partidos, que também atingiu o Senado, a Câmara Federal e o governo do Estado.

Dois membros do primeiro escalão do governo estadual, por exemplo, deixaram o PMDB para buscar uma legenda em que terão mais chance de eleição. Como o partido do governador Roberto Requião tem as maiores bancadas do Estado, com 18 deputados estaduais e sete deputados federais, e praticamente todos pretendem a reeleição, fica difícil um novo nome eleger-se pela sigla. Assim, o presidente do Tecpar, Aldair Rizi, e o secretário de Meio Ambiente, Raska Rodrigues, preferiram deixar o partido, filiando-se, respectivamente, ao PSB e ao PV.

O líder do governo na Assembleia e 1º vice-presidente do PMDB do Paraná, o deputado Luiz Cláudio Romanelli reprovou a atitude dos ex-colegas. “Para mim, isso é oportunismo eleitoral. São pessoas importantes dentro do partido e com cargos relevantes no governo, que estão deixando o partido por um interesse pessoal, por uma aventura eleitoral. Se não tem representatividade para conseguir votos neste partido, que não dispute a eleição”, disse o deputado, revelando que a saída dos dois secretários já foi discutida dentro do diretório do partido. “O PMDB não pode fazer nada contra eles agora, mas eles que não esperem que sejamos benevolentes depois que passar essa aventura”, comentou. Sobre uma possível saída deles do governo, Romanelli disse que depende de uma decisão pessoal do governador Roberto Requião. “Ele é o governador, se fosse eu, não aceitaria essa situação”, declarou.

Já o PSDB, que terá candidatura própria à Presidência de República e ao governo do Estado, buscou reforços para turbinar suas chapas federal e estadual. Nesta última semana ingressaram ao ninho tucano o senador Flávio Arns (ex-PT) e o secretário municipal Antidrogas, Fernando Francischini (ex-PP), que deverão disputar uma vaga na Câmara Federal, além do deputado Mauro Moraes (ex-PMDB) e do vereador Professor Galdino (ex-PV), que concorrerão à Assembleia Legislativa.

Outros nomes importantes da política paranaense também disputarão as eleições do ano que vem por uma nova legenda. Natálio Stica, diretor comercial da Sanepar, deixou o PT e filiou-se ao PV. A ex-vice-governadora Emília Belinati trocou o DEM pelo PSB e o ex-secretário geral do PSC, Lineu Tomás, mudou-se para o PMN, partido pelo qual pretende disputar o governo do Estado.

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