14 de Setembro de 2009

Serra e Aécio fazem acordo para evitar prévias

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado

Não haverá eleições prévias no PSDB para escolher o candidato tucano que vai disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem. O acordo tático entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, os dois nomes mais fortes do PSDB, está estabelecido numa frase: “Nada de disputa entre nós.”

No pacto entre os dois governadores não há uma definição de candidato para a cabeça de chapa tucana, embora a maioria do partido adote a candidatura Serra como a mais provável. O que define, porém, as prévias como desnecessárias é o acerto de que um terá o apoio do outro para a definição do candidato titular.

Na quarta-feira, em entrevista concedida em Belo Horizonte, Aécio não só admitiu de público a hipótese de se adotar outro “instrumento de escolha”, que não as prévias, como chegou a sugerir um “conjunto de análises que inclua pesquisas eleitorais”, desde que se levem em conta aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.

As referências de Aécio à hipótese de não haver prévias e aos seus trunfos eleitorais foram lidos como sinal de manutenção da pré-candidatura - o que é visto com naturalidade dentro do PSDB. O governador mineiro vai mesmo tirar licença do comando do Estado por pelo menos 15 dias, para fazer um tour nacional em pré-campanha, começando pelo Nordeste. Ele entende que o período de outubro a novembro será decisivo para firmar seu nome como alternativa tucana à sucessão de Lula.

2 de Setembro de 2009

Pessuti pede reunião peemedebista após encontro entre Romanelli e Osmar

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Elisabete Castro

O encontro entre o senador Osmar Dias (PDT) e o vice-presidente estadual do PMDB, deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, causou desconforto entre peemedebistas.

Entre eles, o pré-candidato do PMDB ao governo, o vice-governador Orlando Pessuti. Ele pediu uma reunião às pressas com a bancada, anteontem à noite, para entender melhor as razões da conversa, realizada domingo pela manhã em Curitiba e que teve como tema a sucessão estadual do próximo ano.

O deputado Nereu Moura (PMDB) disse que a bancada está “firme” no apoio a Pessuti e declarou que a conversa com o pedetista não foi bem recebida em vários grupos. Principalmente, porque não foi discutida previamente com o partido, assinalou.

“O problema não é conversar com o senador. O problema é que a conversa foi feita sem discussão com o partido. Assim serviu só para azedar a situação e criar mais dificuldades para o PMDB, que está num processo de fortalecimento da candidatura do Pessuti”, afirmou.

Num cenário em que existem pelo menos dois favoritos na disputa, Osmar e o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), a construção da candidatura de Pessuti já não é uma tarefa simples, assinalou Moura.

“E desse jeito, nenhuma conversa é boa fora do âmbito partidário. Estabelece dificuldades agora e até para uma aliança, lá na frente”, criticou. Para Moura, ainda que o mentor do encontro tenha sido o governador Roberto Requião, o partido ficou de fora da discussão. “Essas coisas não são decididas só pelo governador. Mas por todo o partido”, afirmou.

A pedidos

Interlocutor do governador Roberto Requião no encontro, Romanelli disse que não iria polemizar com Moura. “Respeito a posição do Nereu, mas o PMDB é um partido plural. E além disso, fiz a conversa a pedido de uma única pessoa. Não vou ficar mais discutindo isso”, resumiu.

O deputado Alexandre Curi, que é considerado o “contato” do governador junto ao PSDB, criticou a posição de Moura. “Nós temos lealdade total à candidatura do Pessuti, mas isso não impede conversas com outros partidos. Temos cinco deputados do PSDB que votam com o governo. Dois do PDT que também votam conosco. Não há dificuldades em conversar sobre o cenário eleitoral. Eu converso sempre com o prefeito Beto Richa”, afirmou Alexandre.

Para o peemedebista, alguns deputados do PMDB não deveriam censurar as conversas já que vários deles teriam sua reeleição facilitada em caso de uma aliança com outro partido.

Entre os próprios peemedebistas, os movimentos orientados pelo governador são apenas “sondagem de terreno” e que, antes do próximo ano, Requião não define posições.

26 de Agosto de 2009

DEM quer apurar falta de imagens de gabinete de Dilma / ONDE ESTÁ O RESPEITO AO POVO BRASILEIRO ?

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A CADA MOMENTO UMA NOVA NOTICIA CHAMA NOSSA ATENÇÃO NOS JORNAIS, NA TV, NA INTERNET, NAS RÁDIOS E OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A CADA INSTANTE VEMOS ARTICULAÇÕES , MANOBRAS PARA QUE ESTES MESMO FATOS PASSEM DESAPERCEBIDOS OU DESCARADAMENTES OMITIDOS E ME PERGUNTO: ONDE ESTÁ O RESPEITO AO POVO BRASILEIRO?
Elizabeth

AGÊNCIA ESTADO.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), pediu ontem ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que investigue se o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Felix, omitiu informações sobre a suposta reunião ocorrida no final do ano passado entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Segundo a ex-secretária, o assunto do encontro teriam sido investigações do órgão em empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Maia decidiu acionar o procurador após o GSI ter divulgado uma nota na qual afirmou que não existem registros do encontro. Dias antes, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) tinha enviado um requerimento de informação a Dilma solicitando dados da agenda oficial da ministra e as gravações do circuito interno e externo do Palácio do Planalto, que monitoram o acesso de veículos e pessoas ao prédio. Segundo o GSI, o período médio de armazenamento de imagens é de 30 dias.

O presidente do DEM desconfia que tenha ocorrido uma queima de provas. Se isso de fato aconteceu, ele sustenta que podem ter sido cometidos “ao menos em tese” os crimes de supressão de documento e extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento. Lina Vieira afirma que a ministra Dilma teria pedido a ela que acelerasse a auditoria nas empresas da família de José Sarney, gerenciadas pelo filho do senador, Fernando. Dilma nega o encontro e afirma não ter feito pedido algum.

25 de Agosto de 2009

‘PSDB já está fora’ do Conselho de Ética, diz Guerra

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Agência Estado

O PSDB deve formalizar hoje à tarde sua retirada do Conselho de Ética do Senado. O presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), que integra o colegiado, informou que “o PSDB já está fora do Conselho”. Além do parlamentar pernambucano, os tucanos têm outra vaga de titular, ocupada pela senadora Marisa Serrano (MS), e uma suplência exercida pelo líder da bancada na Casa, Arthur Virgílio (AM).

Segundo Guerra, a bancada do PSDB vai se reunir no tradicional almoço das terças-feiras, no gabinete do senador Tasso Jereissati (CE), mas há um consenso em relação ao Conselho de Ética. “No formato como está e com essa orientação representando maiorias e minorias, com interesses partidários, o Conselho não serve mais”, disse.

Embora senadores da base aliada e da oposição já tenham defendido a extinção do colegiado, o PSDB e o DEM estão discutindo uma proposta alternativa. A ideia é manter o Conselho de Ética em funcionamento com apenas um representante de cada partido para acabar com a luta política interna. Na visão dos tucanos, o colegiado se transformou em um terreno loteado entre os partidos. O senador Tião Viana (PT-AC) foi um dos que chegou a defender a extinção do colegiado, mas, em conversa com PSDB e DEM, revelou que já recuou desta ideia e aceita discutir um novo formato.

10 de Agosto de 2009

PSDB recorre de arquivamento de ações contra Sarney

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Publicado Agência Estado

O advogado da liderança do PSDB no Senado, Walter Lima Júnior, protocolou esta tarde no Conselho de Ética três recursos contra a decisão do presidente do colegiado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), de mandar arquivar as três denúncias que o líder tucano, senador Arthur Virgílio (AM), apresentou na quarta-feira contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), acusado de envolvimento em irregularidades. Assinam os três recursos os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI), Eliseu Rezende (DEM-MG), Demóstenes Torres (DEM-GO), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Segundo o advogado Lima Júnior, os recursos afirmam que o Regimento Interno do Senado é claro ao especificar que não são exigidas provas na apresentação de uma denúncia e que as provas só precisam ser encaminhadas depois que o processo disciplinar tiver sido aberto. O advogado disse entender que o senador Paulo Duque “usurpou” o poder do Conselho de Ética ao decidir o que é certo ou não, sem consultar os demais parlamentares.

Ainda hoje, no último dia de prazo, devem ser apresentados recursos ao arquivamento também das duas denúncias do PSOL contra Sarney. Segundo o senador José Nery (PSOL-CE), os mesmos senadores que apoiam recurso contra o arquivamento das denúncias de Virgílio assinam recurso que será apresentado contra o arquivamento das denúncias do PSOL.

As denúncias, engavetadas na semana passada, pediam ao Conselho a apuração de três acusações: a de que Sarney teria responsabilidade na edição dos atos secretos; de que teria mentido sobre sua participação na administração da Fundação José Sarney; e por ter usado o cargo de presidente do Senado para conseguir patrocínio cultural junto a Petrobras para a Fundação José Sarney.

6 de Agosto de 2009

ONDE FOI PARAR A ÉTICA ?

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Maurício Savarese *
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), usou palavrões para atacar o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), depois de ler em plenário nesta quinta-feira (6) a decisão de seu partido de recorrer ao Conselho de Ética contra o líder tucano na Casa, Arthur Virgilio (AM).

De acordo com pessoas próximas ao microfone de Renan, o líder do PMDB se referiu a Tasso como “coronel de merda”. O tucano afirmou que Renan será interpelado por quebra de decoro.

A discussão entre Tasso e Renan começou depois de o senador tucano pedir que um homem fosse retirado do plenário porque estava atrapalhando os parlamentares. O peemedebista tomou o microfone e afirmou que Tasso sofria como “minoria que pensa que é maioria”. E apontou o dedo ao ex-governador do Ceará.

“Não aponte esse dedo sujo para mim”, disse Tasso, que ouviu Renan responder: “Dedo sujo é o seu que usou dinheiro do Senado para pagar viagens no seu jatinho”.

Música em vez de briga
Minutos depois de os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) trocarem insultos no plenário do Senado, o vice-presidente da Casa, Marconi Perillo (PSDB-GO), deixou bem clara sua distância da briga. Ele postou a seguinte mensagem no microblog Twitter: “Quero ouvir o disco Duetos de João Caetano. Sei que vou me emocionar ouvindo novamente canções que fazem parte de minha vida”.
O tucano afirmou que o peemedebista é um “cangaceiro de terceira categoria” e ouviu palavrões em resposta. A sessão foi interrompida por dois minutos em seguida.

Pouco depois, Virgilio subiu à tribuna para rebater o pronunciamento de Renan e disse que o peemedebista “pode ter cometido o maior erro da sua vida” ao atacar Tasso com palavrões. O líder do PSDB disse também que se sente satisfeito por estar em trincheira oposta à de Renan e de Sarney.

Pedido contra Virgilio
Mais cedo em seu discurso, Renan afirmou que o pedido de representação contra Virgilio é um contragolpe após as três representações que os tucanos apresentaram no colegiado contra Sarney.

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“Atitudes partidarizadas requerem reciprocidade de comportamento”, ressaltou Renan, da tribuna da Casa, referindo-se à representação apresentada contra Virgílio. Ele acrescentou esperar que a representação contra o líder tucano seja tratada de forma “desapaixonada”.

“Ontem [5], o PMDB protocolou uma representação contra os atos praticados pelo senador Arthur Virgílio. O PMDB mantém as expectativas que essas questão sejam dirimidas de forma desapaixonadas no âmbito do Conselho de Ética”, justificou Renan. “A partidarização da crise em nada contribui para solucioná-la. Ao contrário, apenas contribui para aumentá-la”, completou.

Virgílio, por sua vez, disse que confia nos plenários do Conselho de Ética e da Casa para avaliar as representações apresentadas contra ele. O tucano afirmou ainda que não “faria questão” de permanecer senador caso ele fosse cassado e Sarney tivesse o mandato preservado pelos demais parlamentares.

O tucano é acusado de ter mantido o pagamento, com recursos do Senado, de um funcionário de seu gabinete que estava estudando no exterior. Também pesa contra Virgílio um repasse de US$ 10 mil feito pelo ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia - ele deixou o cargo após a descoberta de que teria omitido em sua declaração de Imposto de Renda ser dono de uma mansão em Brasília. O senador recebeu o dinheiro quando estava em viagem à França.

* Com informações da Agência Brasil

3 de Agosto de 2009

Lula diz que só imbecis e ignorantes criticam o Bolsa Família

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou nesta sexta-feira dia 31/07/09 de imbecis e ignorantes aqueles que classificam o Bolsa Família como um programa eleitoreiro ou assistencialista. Hoje, governo federal reajustou em 9,68% o valor do benefício. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o aumento terá um impacto de R$ 406 milhões no Orçamento de 2009.

“Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí afora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala ‘o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar’”, disse Lula na cerimônia de formatura de turmas do Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional para o Bolsa Família, em Belo Horizonte.

Antes da cerimônia, em entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, o presidente defendeu o Bolsa Família e também condenou os que criticam o benefício. Segundo Lula, a “porta de saída” do Bolsa Família é o crescimento econômico do país e a geração de emprego.

“Somente uma pessoa ignorante ou uma pessoa de má-fé ou uma pessoa que não conhece o povo brasileiro será capaz de dizer que uma pessoa que recebe o Bolsa Família vai ficar vagabundo e não quer mais trabalhar. É não conhecer a sociedade brasileira”, afirmou.

O presidente disse ainda que o governo já registrou “gestos extraordinários” de pessoas que devolveram o cartão magnético do Bolsa Família depois de conseguirem emprego.

Patrimônio eleitoral

Segundo estudo do pesquisador Maurício Canêdo Pinheiro, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o programa Bolsa Família foi responsável por um aumento de cerca de três pontos percentuais na votação do presidente Lula segundo turno das eleições presidenciais de 2006.

Na ocasião, Lula obteve 60,83% dos votos, ou seja, mais de 58,2 milhões. O tucano Geraldo Alckmin ficou em segundo lugar, com 39,17% dos votos.

O levantamento indica ainda que o impacto do programa nas eleições foi maior que o gerado pelo desempenho da economia.

Segundo a pesquisa, em 2002, Lula foi particularmente bem sucedido em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas –mais dependentes do Estado e mais beneficiadas pelo programa.

Segundo o estudo, o aumento de um ponto percentual no número de beneficiários do programa elevou em 0,55 ponto percentual a votação de Lula em 2006, enquanto que a mesma variação na taxa de crescimento econômico incrementou a votação em apenas 0,21 ponto percentual.

O efeito eleitoral do Bolsa Família nos Estados das regiões Norte e Nordeste foi superior ao dos demais Estados do país. Em Alagoas, por exemplo, o programa aumentou em 8,17 pontos percentuais a votação de Lula, enquanto que no Rio de Janeiro e São Paulo o incremento foi de 1,12 e 1,89 pontos percentuais, respectivamente.

Pelos números pesquisados, Alagoas foi o Estado onde o efeito do Bolsa Família mais contribuiu para a votação de Lula, seguido de Roraima (6,85%) e Acre (6,53%).

2 de Agosto de 2009

Lula pedirá ao PT que evite ‘último tiro’ em Sarney

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Sem conseguir o apoio fechado do PT ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o governo quer agora que o partido se comprometa a não dar o “tiro de misericórdia” no aliado. Ainda irritado com a nota na qual o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), pediu o afastamento de Sarney, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamará o petista para uma conversa nesta semana em que o Congresso retoma as atividades, após 17 dias em férias.

A pelo menos dois auxiliares, o presidente contou que pedirá a Mercadante mais cautela em suas ações. O raciocínio de Lula, segundo esses assessores, pode ser resumido na seguinte frase: “Se o PT não puder ajudar, pelo menos que não atrapalhe.”

Dos 12 senadores que compõem a bancada petista, oito defendem o afastamento do presidente do Senado. Lula avalia que o PT está sendo “ingênuo” ao cobrar a licença de Sarney, alvo de denúncias de nepotismo, desvio de recursos de uma fundação que leva seu sobrenome e uso de atos secretos para nomeação de amigos. No diagnóstico do Planalto, uma derrota de Sarney com o empurrão petista colocará em risco a governabilidade. Pior: fará o senador guardar o ódio na geladeira para dar o troco na campanha de 2010.

Lula falou com Sarney por telefone e sabe que ele tem sido pressionado pela família a renunciar. O presidente acredita, porém, que o PT precisa ajudar o PMDB a construir uma saída negociada em qualquer cenário, e não jogar combustível na crise. Nos bastidores, o nome citado como alternativa da base governista para o caso de substituição de Sarney é o do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que tem boas relações com todos os partidos.

A bancada do PT no Senado tem reunião marcada para terça-feira, quando está prevista a primeira sessão do Conselho de Ética. Sarney é alvo de 11 ações naquele colegiado: cinco representações (duas do PSOL e três do PSDB) e seis denúncias. A tropa de choque sarneyzista, comandada pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), promete revidar o ataque tucano, apontando a artilharia para o senador Arthur Virgílio (AM), que dirige a bancada do PSDB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

28 de Julho de 2009

Bolsa-Família deu 2,9 milhões de votos para Lula

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

Agência Estado
O programa Bolsa-Família foi responsável por três pontos porcentuais da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, quando ele atingiu 61% dos votos válidos. O número representa 2,9 milhões de votos. Este é o principal resultado de um trabalho recém-concluído do economista Mauricio Canêdo, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, que utilizou uma base de dados de 3.397 municípios.

Os quase 3 milhões de votos representam pouco se considerado que 11 milhões de famílias já recebiam o Bolsa-Família em 2006 e uma grande parte delas com certeza tem mais de um eleitor. “A mensagem é que o Bolsa-Família dá votos, já que 3% é alguma coisa, mas dá menos do que a maior parte das pessoas pensa”, resume Canêdo.

O economista empregou uma metodologia estatística sofisticada, na qual cruzou as votações municipais em Lula no segundo turno de 2006 com a proporção de famílias que recebem Bolsa-Família em cada um deles e mais 16 indicadores por município que podem influenciar a tendência de votos. A sua conclusão é que, na média dos municípios, cada ponto porcentual a mais de lares que recebem Bolsa-Família representa uma votação adicional de 0,55 ponto porcentual em Lula.

Para chegar ao impacto total de três pontos porcentuais, Canêdo fez o que se chama de um exercício contrafactual: ele estimou qual teria sido a votação de Lula em cada um dos 3.397 municípios caso não houvesse nenhuma distribuição de Bolsa-Família. Para conseguir isolar o efeito do programa, Canêdo montou um modelo estatístico que filtra a influência de uma série de outros fatores que afetam cada município, para os quais ele também detém uma extensa base de dados: a votação no segundo turno de 2002, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, urbanização, densidade populacional, distância da capital, a presença ou não de prefeito e governador do PT, desigualdade e analfabetismo, entre outros.

28 de Julho de 2009

PSDB entra com três representações contra Sarney no Conselho de Ética

Publicado por Elizabeth em Sem Categoria

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O PSDB decidiu protocolar na tarde desta terça-feira três novas representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética da Casa.

As ações tratam do suposto envolvimento do senador com os atos secretos, da suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores do Senado e de ter usado o cargo a favor da fundação que leva seu nome e mentido sobre a responsabilidade administrativa pela fundação.

As punições para Sarney vão desde uma simples advertência verbal até a cassação de seu mandato. A pena tem que ser decidida pela maioria dos conselheiros e em seguida referendada pela maioria do plenário.

A estratégia de propor três representações é para tentar fortalecer a oposição porque, com essa movimentação, o DEM não precisaria representar contra o peemedebista e, com isso, um dos três senadores democratas do colegiado poderia ser sorteado para relatar algum dos processos.

O DEM vai se reunir na próxima semana para decidir se também vai representar contra o peemedebista no conselho. Ao todo, Sarney coleciona oito reclamações no colegiado por quebra de decoro parlamentar. Ele já foi alvo de quatro denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e uma representação do PSOL.

As denúncias podem ser apresentadas individualmente por parlamentares ou cidadãos e pedem apenas que o conselho investigue. Já a representação pede a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar e só pode ser oficializada por partidos.

Hoje, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que não existe mais espaço para uma conciliação. Guerra afirmou que a movimentação do partido foi provocada pela falta de “respostas claras” nas últimas semanas para as denúncias de nepotismo e tráfico de influência contra o peemedebista.

O tucano confirmou que recebeu um telefonema nesta segunda-feira do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na tentativa de reverter a ideia dos tucanos de apresentar mais uma representação contra Sarney. A informação foi divulgada hoje pelo “Painel” da Folha.

O presidente do PSDB disse que, agora, a situação de Sarney precisa ser resolvida pelo Conselho de Ética. “Renan me disse que era um conciliador. Eu também sou um conciliador, mas acho que a conciliação deve ser feita no Conselho de Ética. Esse é o melhor caminho para o Senado resolver a crise que enfrenta”, afirmou.

Segundo Guerra, a interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na crise política do Sendo gerou mal-estar e complicou a situação do presidente do Senado.

“O Senado já tinha resolvido a questão do presidente Sarney. O DEM, PT, PDT e PSDB já tinham defendido publicamente o afastamento do presidente do Senado. O governo não respeitou e a sustentação de Sarney foi feita pelo presidente e pela ministra. Houve uma ação política para instrumentalizar o Senado e manter unidade de forças na disputa eleitoral do ano que vem”, disse.

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